O programa eleitoral da coligação "Portugal à frente" tem poucas contas feitas e vários "ses". Por exemplo no sistema de pensões. E há medidas que obrigariam a alterações da Constituição.
As ideias base para a sustentabilidade da segurança social, defendidas pela aliança PSD/CDS dependem de um consenso com o PS, de um entendimento em sede de segurança social e do crescimento económico. Fechando a polémica do corte de 600 milhões na pensao, a coligação defende agora que "as gerações mais novas" (não é especificado quais) tenham um "limite superior para efeito de contribuições", o qual "determinará também o valor máximo para a futura pens
pensão". Será um "plafonamento horizontal e voluntário, feito em ciclo de crescimento económico". Aquilo que exceder a contribuição máxima, pode ser "aplicado na capitalização pública ou privada". Impacto económico, valores? Não constam do programa
Num encontro esta tarde com os jornalistas, para preparar a apresentação oficial do programa, ao início da noite, pelos presidentes dos dois partidos, Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, o coordenador, pelo PSD, do documento, José Matos Correia fugiu aos números concretos e aos valores de impacto económico das medidas. "Vai depender da vontade do PS em chegar a um entendimento, da concertação social e do crescimento económico", sublinhou o vice-presidente do PSD.
Matos Correia salientou que "este não é um programa do logo se vê", como diz que será o do PS, mas "baseado em medidas bastante mais responsáveis que o corte de 9 mil milhões defendido pelo PS, bas". "Não é um programa eleioralista, nem aventureirista", assinalou, acrescentando que a campanha será caracterrizada pela "humildade democrática".
Outras medidas, segundo Matos Correia, que também dependem do PS - neste caso de querer alterar a Constituição para que possam ser aprovadas - são a introdução de um limite à divida pública "para proteger gerações futuras" e a criação de um "Conselho Superior de Poder Judicial" , que juntaria o Conselho Superior de Magistratura e os Conselho Superior dos Tribunais Fiscais e Administrativos. "Assumimos os princípios, são a vontade do PSD e do CDS.
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