terça-feira, outubro 10, 2017

OCTÁVIO MACHADO RESPONDE A NUNO SARAIVA: «DENEGRIR O PRESIDENTE DO SPORTING? ESTÁ LÁ ELE!» Antigo dirigente do Sporting e a entrevista do atual diretor de comunicação

A estatistica é como o Biquini :- o que mostra é sugestivo :- o que esconde é vital

Octávio Machado reagiu este domingo, no programa "Golos", da CM TV, às acusações que Nuno Saraiva fez em entrevista a Record, admitindo não entender por que razão os seus elogios a Jorge Jesus são tão mal vistos em Alvalade, deixando depois claro que o adversário é outro.

"Se quisesse acabar com isto, mostrava as sms que tinha no meu telemóvel, mas fica para outro dia. Vou mostrar um dia destes... Ele que agradeça aos sportinguistas, para não ir mais longe, por uma razão muito simples: eu quero que o Sporting ganhe. Não fui eu que, num erro de comunicação, quando a guerra entre FC Porto e Sporting estava no auge, que coloquei o Sporting na ponta da navalha. Denegrir o presidente do Sporting? Está lá ele! Para que é que precisa de mim? Ele encarrega-se disso! Se quisesse fazer o trabalho dele, porque me convidavam e pagavam bem, mas eu disse que não. Nunca pensei que causasse tanta alergia eu dizer bem do Jesus e do Sporting. Com toda a fraqueza, elogiar o Jesus e o Sporting pelo que tem feito nos últimos anos: a qualidade, valorização de ativos, causa tanta alegria ao diretor de comunicação do Sporting. Fico espantado! Para mim o Sporting está acima de tudo e de todos! Essa é a minha diferença. Para ele, é a pessoa que está acima de tudo. Para mim a instituição está acima de tudo! É uma diferença enorme", começou por referir.

Continuando na resposta a Nuno Saraiva, o antigo dirigente dos leões recorda o jogo de Chaves e um episódio que, no seu entender, daria um livro. "Ele não conhece o futebol. Eu não sei de onde ele veio... Ah esperem! Conhece os seus dotes. Que o jogo de Chaves dava para um livro. Ele a jogar à bola nos corredores com o presidente. Tinha dotes, mas não passou daquilo. Não vou alimentar, pois não quero desestabilizar. Ameaças? Eu concretizo tudo!", garantiu.

A finalizar, Octávio Machado deixa claro que não é o adversário do clube e que os atuais dirigentes estão distraídos consigo. "O Sporting é o
todo. O Jesus é quem trabalha com os jogadores, não é mais ninguém. A comunicação perde campeonatos, como sucedeu há dois anos, por uma má comunicação a determinada altura. Porque alguém quis ser o grande falcão e embrulhou-se todo. No caso do túnel, por exemplo, não diz que houve duas pessoas que não foram ouvidas. O Raúl José e o Nélson! Por que é que o Sporting não disse nada? Andam distraídos. Distraídos comigo! Eu não adversário, antes pelo contrário. Não sabem o que é um balneário, têm falta de experiência", finalizou.

Autor: Fábio Lima

segunda-feira, outubro 09, 2017

domingo, outubro 08, 2017

A estatistica é como o Biquini :- o que mostra é sugestivo :- o que esconde é vital



PCP não perdeu só um dos bastiões de sempre. 

Cedeu ao PS a sua Câmara mais rica e com um 

projeto de mil milhões à vista


Já a noite eleitoral ia longa quando se soube o resultado final de Almada: Inês de Medeiros, uma total estreante nas lides autárquicas, ganhou a Câmara e quatro vereadores. A CDU fica confinada a outros tantos lugares na vereação, que é completada com 2 sociais-democratas e a entrada de Joana Mortágua, do BE, para a gestão camarária. “Quem nos conhece sabe bem que nenhuma perda nos leva a perdermos os nossos ideais”, disse Jerónimo de Sousa, como remate da noite da votação.
Mas há perdas e perdas. Beja, que também caiu para as mãos do PS, tem 15 vezes mais área territorial do que Almada, mas um orçamento cinco vezes inferior. E isto, sem contar com as perspetivas de retorno da Cidade da Água projetada para a antiga Lisnave e que chamará mais dez mil residentes e criará dez mil novos postos de trabalho. Aprovado em 2009, o projeto só em setembro (à boca das eleições) viu o Conselho de Ministros desafetar os terrenos para o domínio público. Ou seja, serão os socialistas a executá-lo e a capitalizar, também eleitoralmente, com isso. Mas, sem maioria absoluta na Câmara, o PS vai ter de conquistar aliados entre os vereadores. Do lado do PCP a ordem é de não estabelecer acordos. Cair de pé não é sinónimo de facilitar a vida aos adversários.


Já a noite eleitoral ia longa quando se soube o resultado final de Almada: Inês de Medeiros, uma total estreante nas lides autárquicas, ganhou a Câmara e quatro vereadores. A CDU fica confinada a outros tantos lugares na vereação, que é completada com 2 sociais-democratas e a entrada de Joana Mortágua, do BE, para a gestão camarária. “Quem nos conhece sabe bem que nenhuma perda nos leva a perdermos os nossos ideais”, disse Jerónimo de Sousa, como remate da noite da votação.
Mas há perdas e perdas. Beja, que também caiu para as mãos do PS, tem 15 vezes mais área territorial do que Almada, mas um orçamento cinco vezes inferior. E isto, sem contar com as perspetivas de retorno da Cidade da Água projetada para a antiga Lisnave e que chamará mais dez mil residentes e criará dez mil novos postos de trabalho. Aprovado em 2009, o projeto só em setembro (à boca das eleições) viu o Conselho de Ministros desafetar os terrenos para o domínio público. Ou seja, serão os socialistas a executá-lo e a capitalizar, também eleitoralmente, com isso. Mas, sem maioria absoluta na Câmara, o PS vai ter de conquistar aliados entre os vereadores. Do lado do PCP a ordem é de não estabelecer acordos. Cair de pé não é sinónimo de facilitar a vida aos adversários.

PCP não perdeu só um dos bastiões de sempre. Cedeu ao PS a sua Câmara mais rica e com um projeto de mil milhões à vista

Não há como disfarçar: a perda de Almada foi o maior rombo da noite eleitoral da CDU. Nunca uma pequena diferença de 313 votos foi tão grande no saldo final das contas. O PS conquistou a autarquia que, desde o 25 de Abril nunca tinha conhecido outra cor política, mas também levou a mais rica câmara comunista. Com um orçamento de 103 milhões de euros anuais, o PCP sai de cena, deixando pronto a executar um megaprojeto com que os comunistas sonham pelo menos há oito anos: a reabilitação urbana dos 53 hectares de terreno da antiga Lisnave. O projeto está avaliado em 1,5 mil milhões de euros.
Já a noite eleitoral ia longa quando se soube o resultado final de Almada: Inês de Medeiros, uma total estreante nas lides autárquicas, ganhou a Câmara e quatro vereadores. A CDU fica confinada a outros tantos lugares na vereação, que é completada com 2 sociais-democratas e a entrada de Joana Mortágua, do BE, para a gestão camarária. “Quem nos conhece sabe bem que nenhuma perda nos leva a perdermos os nossos ideais”, disse Jerónimo de Sousa, como remate da noite da votação.
Mas há perdas e perdas. Beja, que também caiu para as mãos do PS, tem 15 vezes mais área territorial do que Almada, mas um orçamento cinco vezes inferior. E isto, sem contar com as perspetivas de retorno da Cidade da Água projetada para a antiga Lisnave e que chamará mais dez mil residentes e criará dez mil novos postos de trabalho. Aprovado em 2009, o projeto só em setembro (à boca das eleições) viu o Conselho de Ministros desafetar os terrenos para o domínio público. Ou seja, serão os socialistas a executá-lo e a capitalizar, também eleitoralmente, com isso. Mas, sem maioria absoluta na Câmara, o PS vai ter de conquistar aliados entre os vereadores. Do lado do PCP a ordem é de não estabelecer acordos. Cair de pé não é sinónimo de facilitar a vida aos adversários.
Já a noite eleitoral ia longa quando se soube o resultado final de Almada: Inês de Medeiros, uma total estreante nas lides autárquicas, ganhou a Câmara e quatro vereadores. A CDU fica confinada a outros tantos lugares na vereação, que é completada com 2 sociais-democratas e a entrada de Joana Mortágua, do BE, para a gestão camarária. “Quem nos conhece sabe bem que nenhuma perda nos leva a perdermos os nossos ideais”, disse Jerónimo de Sousa, como remate da noite da votação.



Mas há perdas e perdas. Beja, que também caiu para as mãos do PS, tem 15 vezes mais área territorial do que Almada, mas um orçamento cinco vezes inferior. E isto, sem contar com as perspetivas de retorno da Cidade da Água projetada para a antiga Lisnave e que chamará mais dez mil residentes e criará dez mil novos postos de trabalho. Aprovado em 2009, o projeto só em setembro (à boca das eleições) viu o Conselho de Ministros desafetar os terrenos para o domínio público. Ou seja, serão os socialistas a executá-lo e a capitalizar, também eleitoralmente, com isso. Mas, sem maioria absoluta na Câmara, o PS vai ter de conquistar aliados entre os vereadores. Do lado do PCP a ordem é de não estabelecer acordos. Cair de pé não é sinónimo de facilitar a vida aos adversários.

Já a noite eleitoral ia longa quando se soube o resultado final de Almada: Inês de Medeiros, uma total estreante nas lides autárquicas, ganhou a Câmara e quatro vereadores. A CDU fica confinada a outros tantos lugares na vereação, que é completada com 2 sociais-democratas e a entrada de Joana Mortágua, do BE, para a gestão camarária. “Quem nos conhece sabe bem que nenhuma perda nos leva a perdermos os nossos ideais”, disse Jerónimo de Sousa, como remate da noite da votação.

sábado, outubro 07, 2017

A estatistica é como o Biquini :- o que mostra é sugestivo :- o que esconde é vital


A estatistica é como o Biquini :- o que mostra é sugestivo :- o que esconde é vital


O quarto Grão-Mestre

O quarto Grão-Mestre da GLLP/GLRP foi Alberto Trovão do Rosário. Exerceu o ofício entre 2004 e 2007.

Antes disso, tinha sido, em 2001, com José Manuel Anes, candidato ao exercício do ofício. Então, foi este quem foi eleito terceiro Grão-Mestre. Mas a divulgação das candidaturas a que então se procedeu mostrou a elevada qualidade de ambos os candidatos e José Manuel Anes soube interpretar bem o desejo que então se formou e designou Alberto Trovão do Rosário para o exercício do ofício de Vice-Grão-Mestre.

Trovão do Rosário colaborou assim no trabalho de normalização da vida da Grande Loja levado a cabo por José Manuel Anes e recebeu uma Grande Loja pacificada, em velocidade de cruzeiro, com a normalidade restabelecida.

Preocupado em preservar o rumo readquirido, Trovão do Rosário dirigiu a Grande Loja com particular prudência. Cada passo, cada iniciativa, era analisado e reanalisado, estudado e ponderado antes de ser dado ou de ser levado a cabo, por forma a garantir-se que não fosse um passo em falso, uma iniciativa falhada ou erradamente controversa. Esta prudência não foi bem vista pelos mais impacientes, que, com algum humor, não isento de carinho e respeito, brincavam com o nome do Grão-Mestre, apelidando-o de Travão do Rosário...

Mas provavelmente o quarto Grão-Mestre tinha e teve razão: há que deixar o tempo fazer o seu trabalho, que consolidar o que anteriormente foi abalado e reparado. A impaciência é generosa, o desejo de fazer é positivo, mas há um tempo para avançar e um para consolidar o progresso alcançado. O quarto Grão-Mestre considerou que o seu tempo era de consolidação - e a evolução futura deu-lhe razão! A melhor prova disso é o percurso bonançoso que a Grande Loja tem trilhado desde então.

Alberto Trovão do Rosário, professor universitário, foi e é um homem ponderado, de estudo, de organização e exposição do saber adquirido. Foi talvez esta a linha de força que deixou marcada na organização que dirigiu. O seu tempo foi de aprofundamento do que é, para que serve, a Maçonaria, foi de organização das nossas ideias. Para fazer este trabalho, é preciso sossego. Que não deve ser confundido com inércia...

Este blogue, em devido tempo, registou o pensamento do quarto Grão-Mestre, quando publicou, entre 30 de outubro e 20 de novembro de 2006, na íntegra, mas dividido em nove excertos, o seu artigo "A Actualidade da Maçonaria", originalmente publicado no boletim da Grande Loja, "O Aprendiz". Ainda hoje vale a pena reler este artigo. Ainda hoje tem as marcas da atualidade e da qualidade.

Alberto Trovão do Rosário não foi travão. Foi pausa, foi estudo, foi prudência. Foi o que era necessário na altura. E o seu trabalho possibilitou que o seu sucessor estabelecesse o seu rumo, sem receio de que o terreno da partida estivesse em falso. O vigor dos passos que se dá também depende da consolidação do terreno em que esses passos se dão... Hoje, quando o seu sucessor deu já por terminada a sua tarefa e novo elemento tomou as rédeas da Grande Loja, podemos com justiça afirmar que o tempo de consolidação proporcionado pelo quarto Grão-Mestre foi precioso.

Eis um excerto, retirado do sítio da Grande Loja, do percurso maçónico do quarto Grão-Mestre que, na vida profana, é Licenciado pelo Instituto Nacional de Educação Física, Doutorado, com Distinção, pela Universidade Técnica de Lisboa (Faculdade de Motricidade Humana) e assegurou uma bem sucedida carreira universitária.

PERCURSO MAÇÓNICO

  • Ex-Obreiro da RL Bocage, Obreiro da RL Santiago, Obreiro da RL Fraternidade, Obreiro da RL Pisani Burnay.
  • Nestas RRLL desempenhou todas as funções do quadro de Loja tendo sido VM da RL Santiago por duas vezes e sido VM da RL Pisani Burnay.
  • Ex-Grande Inspector (Rito de York).
  • Assistente do MR Grão-Mestre da GLLP/GLRP. Por inerência, foi membro do Grão-Mestrado.
  • Capelão do Capítulo «Mosteiro dos Jerónimos» (Arco Real).
  • Ilustre Mestre do Conselho da «Ordem de Santiago» (Graus Crípticos).
  • Generalíssimo da Comenda «D. Henrique o Navegador», integrada na Grande Comenda dos Cavaleiros Templários de Portugal, juntamente com as Ordens da Cruz Vermelha e de Malta.
  • Grande Prelado do Conclave «Henrique de Bourgogne» da Ordem Maçónica e Militar da Cruz Vermelha de Constantino e das Ordens anexas do Santo Sepulcro e de S. João Evangelista.
  • Supremo Magnus substituto da Societas Rosacruciana in Lusitania.
  • Membro do Shrine (Europa)
  • Membro do Shrine (Internacional).
  • Representante do GC dos MC do Arizona junto do GC de MR e E de Portugal.
  • Representante do GC dos GC do RAM do Arizona junto do Supremo Grande Capítulo do Arco Real de Portugal.
  • Foi Presidente da Comissão Científica do Iº Congresso da Maçonaria Regular.
  • Foi Vice-Presidente e Presidente da Direcção da associação profana Grande Loja Legal de Portugal.
  • Criador, com outros obreiros, da colecção «Cadernos Maçónicos», na RL Santiago, em 1997. Posteriormente, a publicação desta colecção prosseguiu na RL Astrolábio.
  • Autor de dezenas de pranchas, artigos e comunicações sobre temas maçónicos.
  • Autor, com NN Fernandes, do livro «Mozart e a Flauta Mágica - Espiritualidade, Música e Maçonaria.
Rui Bandeira

O Gótico Sras. e Senhores

Mosteiro da Batalha Imprimir Email Escrito por A Jorge afonso_dominguesMestre Affonso Domingues, o patrono desta Loja Maçónica ficou historicamente ligado à construção do Mosteiro da Batalha, existindo até uma eventual lenda que o coloca durante aiguns dias debaixo de um abóboda, como prova da sua crença em como a abóboda iria resistir ao seu próprio peso. Admite-se que D. João I lhe tenha confiado desde o inicio a direcção do estaleiro da construção. À data do seu falecimento, já cego, Affonso Domingues deixaria concluídas, na igreja as quatro caplelas absidais, parte da capela-mor e do transcepto, os muros da nave axial, as colaterais já abobadadas e a sacristia; no clautro real, terá concluido, as galerias sul e nascente (abobadadas), parte dos muros da sala do capítulo e eventualmente o refeitório e o dormitório. batalha_aljubarrota Classificado pela UNESCO como Património Mundial, este mosteiro nasce do voto feito por D. João I a Santa Maria da Vitória para agradecer o sucesso sobre as tropas castelhanas, na batalha de Aljubarrota (a 14 de Agosto de 1385). Trata-se do mais acabado exemplo do gótico em Portugal. Dois arquitectos imprimiram a sua marca indelével nos primeiros tempos de construção do mosteiro. O já referido Affonso Domingues e o, talvez catalão, Huget. Affonso Domingues concebeu a estrutura inicial da igreja (excepto as abóbadas da capela-mor, do transepto e da nave central) num gótico radiante. Huguet, que terá introduzido o gótico flamejante em Portugal, levou a cabo a construção da fachada principal da igreja, a abóbada da Sala do Capítulo, a Capela do Fundador (só para citar as edificações mais relevantes). É neste mosteiro que o estilo manuelino dá os seus primeiros passos, das quais são exemplo nas bandeiras dos arcos do claustro principal, ou nos motivos vegetalistas que começam a imperar. Na década de 30, de quatrocentos, dá-se início a uma obra que jamais seria acabada - as Capelas Imperfeitas e o panteão do monarca D. Duarte. A escolha do local onde se encontra o Mosteiro surgiu, diz o povo, depois de D. Nuno Álvares Pereira ter arremessado a sua espada na referida direcção. O lugar onde a mesma parou foi o local escolhido para a construção do monumento. Históriam_batalha_global Em traços gerais conhece-se a evolução do estaleiro propriamente dito e o grau de avanço das obras. Sabe-se que o projecto inicial considerava a igreja, o claustro, a Sala do Capítulo, a sacristia, o refeitório e os anexos. A capela do Fundador, foi acrescentada a este projecto inicial pelo próprio rei D. João I, o mesmo acontecendo com a rotunda funerária conhecida por Capelas Imperfeitas, da iniciativa do rei D. Duarte. O claustro menor e dependências adjacentes, devem-se à iniciativa de D. Afonso V, sendo de notar o desinteresse de D. João II pela sua edificação. Voltaria a receber os favores reais com D. Manuel, mas somente até 1516-1517, ou seja, atá à sua decisão em dar prioridade ao Mosteiro dos Jerónimos. O Mosteiro foi restaurado no Século XIX, sob a direcção de Luís Mouzinho de Albuquerque, de acordo com a traça de Thomas Pitt, viajante inglês que estivera em Portugal nos fins do Século XVIII, e que dera a conhecer por toda a Europa o mosteiro através das suas gravuras. Neste restauro, o Mosteiro sofreu transformações mais ou menos profundas, designadamente pela destruição de dois claustros, junto das Capelas Imperfeitas e pela remoção total dos símbolos religiosos, procurando tornar o Mosteiro num símbolo glorioso da Dinastia de Avis e, sobretudo, da sua primeira geração - a Ínclita Geração de Camões. Data dessa altura a actual configuração da Capela do Fundador e a vulgarização do termo Mosteiro da Batalha (celebrando Aljubarrota) em detrimento de Santa Maria da Vitória, numa tentativa de erradicar definitivamente as designações que lembrassem o passado religioso do edifício. Caracterização arquitectónica m_batalha_plantaPlanta Em forma de cruz latina, a igreja revela o apego à tradição do gótico português. Trata-se de um templo de 3 naves, com transepto pronunciado e cinco capelas na cabeceira, sendo as laterais de igual profundidade (as mais interiores no enfiamento das colaterais; as exteriores deitando para o braço final do transepto), todas elas precedidas de um tramo recto (ligeiramente prolongado na capela-mor). Dimensões A igreja tem 80 m de comprimento e 22 m de largura, para um vão máximo na flecha de 32,5 m, numas proporções bastante simples - a diferença de altura entre as naves laterais e a nave central é baseada numa proporção de 3:2 ou razão sesquitércia, como era corrente no gótico. A mesma "razão" foi adoptada para determinar a relação entre a largura do templo e o seu comprimento - da porta axial até ao arco triunfal - e, mais tarde, para determinar a dimensão da Capela do Fundador que, assim, se constitui num quadrado que "preenche" três vezes o corpo da igreja (cabeceira excluída). Coberturas O templo só difere dos seus congéneres mais antigos pelo facto de ser completamente abobadado e de muito maior comprimento. Com oito tramos, marcados por arcada longitudinal, este traçado remete todo o projecto inicial para uma condição de continuidade relativamente à tradição portuguesa, havendo apenas que solucionar os problemas relativos à estabilidade das abóbodas. m_batalha_vitralPara o resolver, foi chamado o mestre Affonso Domigues. A experiência do deambulatório da Sé de Lisboa deve ter sido importante para o facto, sabendo-se para mais que o mestre Afonso Domingues, morador em Lisboa na freguesia da Madalena, sendo natural desta cidade, poderá ter ali tirocinado. Os pilares das naves são polistilos e de grande espessura, sendo cada coluna adossada, ininterrupta da base até ao capitel, sem qualquer marcação de gola ou cornija, sendo isto válido também para as meias colunas que sustentam os arcos torais da nave central. A cobertura das três naves é estruturalmente idêntica, com arcos torais simples, duas nervuras cruzadas e cadeia unindo as chaves longitudinalmente. O mesmo acontece no transepto, onde se registam cinco tramos de abóbada, de oito panos cada, e com o mesmo sistema de ogivas cruzadas (sendo obviamente maiores os tramos do cruzeiro). O uso de abóbadas na nave central, elevada a muito maior altura que as colaterais, obrigou à utilização de arcobotantes, que descarregam o seu peso nos estribos do flanco exterior do templo, ao nível da cobertura das laterais. As abóbadas das capelas da cabeceira, com topo poligonal de cinco tramos cada, são cobertas por abóbada de ogivas, com nervuras nascentes de arcos adossados às paredes, dotadas de dois tramos rectos solidários com o topo poligonal, formado por nervuras radiantes com as chaves também ligadas por cadeias. Este sistema dispensou qualquer reforço exterior, cingindo-se o respectivo apoio a contrafortes radiais. Alçado Em termos de alçado, as diferenças existentes são consequência do abobadamento geral das naves da igreja. A iluminação é feita por janelões apontados a partir dos flancos colaterais e por um clerestório que corre ao longo da parede superior da nave central, onde se rasgam janelões apontados ao eixo dos arcos. Convém relembrar ainda que o facto de a capela-mor da cabeceira da Batalha possuir fenestração em dois andares (em vez de uma só janela por pano) é, segundo Mário T. Chicó, resultante da influência directa da capela-mor afonsina da Sé de Lisboa, então já edificada. Tudo isto aponta para a importância da primeira empreitada de obras devida a Domingues. Áreas Capela-Mor m_batalha_cap_morA Capela-Mor parece ser de acabamento posterior, com o seu arco triunfal acairelado, podendo igualmente considerar-se duas as fases de trabalho das capelas colaterais. Na zona das dependências claustrais é possível que os trabalhos tivessem avançado mais rapidamente do que no corpo do templo. As galerias norte e ocidental estariam já levantadas, mas foi Huguet quem terá dado acabamento às do lado sul e nascente (todas elas com sete tramos), respeitando porém o traçado anterior, com abóbadas em cruzaria de grandes chaves unidas por cadeia longitudinal, sem mísulas, descansando em finos colunelos de um e de outro lado das paredes. Sala do Capítulo Coube ao mestre Huguet finalizar a célebre Sala do Capítulo (Túmulo do Soldado Desconhecido), de planta quadrada, coberta por uma abóbada de estrela de um só voo. Esta abóbada é, efectivamente, uma obra de notável técnica construtiva gótica, sendo formada por dezasseis nervuras radiais, oito lançadas das paredes, as restantes lançadas das chaves secundárias exteriores, convergindo para uma grande chave central de decoração vegetalista, desenvolvida em duas coroas. A face exterior desta sala, deitando para a galeria do claustro, é formada por um portal central de rasgamento profundo - com cinco arquivoltas de fora e quatro do lado de dentro -, o vão ornado por cogulhos radiantes. De cada lado abrem-se dois grandes vãos quebrados, preenchidos cada um deles por duas janelas geminadas com uma bandeira recortada e rendilhada segundo preceitos do gótico flamejante. São sobrepujadas por um óculo. A sala capitular possui ornamentação figurativa digna de registo: o programa dominante é mariológico, assinalando-se na janela sul virada para a crasta em dois capitéis, a representação de uma Anunciação, com a virgem à direita e o anjo à esquerda. Nossa Senhora segura uma vasilha com o seu braço direito - tendo o colo ornado por um colar de pendentes em forma de mão (signos apotropaicos) - e o anjo a típica filcatéria enrolada em torno do corpo. Outro elemento iconográfico bastante conhecido, é a representação, numa das mísulas, do que se supõe ser, com bastante razão, o mestre pedreiro, em fórmula de retrato (é notoriamente individualizada a expressão do rosto). Vestido com traje de inícios do século XV, uma túnica cintada por faixa, chapéu de turbante traçado e pendente, segura na mão esquerda uma régua tendo a outra mão pousada no joelho direito. Capela do Fundador m_batalha_cap_fundadorUm dos mais importantes edifícios adjacentes ao mosteiro e que marca indelevelmente o seu carácter "real", sendo bem esclarecedor quanto aos intentos envolvidos é, precisamente, a chamada Capela do Fundador. Trata-se de uma construção situada à direita do templo, encostada ao flanco exterior da nave sul, por onde se faz a entrada. Possui planta quadrada, na qual se inscreve ao centro um octógono, que se desenvolve em volume para cima, ao nível do seu segundo andar - um octógono que funciona, também, como lanterna. Esta capela foi traçada por mestre Huguet e encontrava-se ainda em obras em 1426, sendo terminada pouco depois do falecimento do monarca, que para ali foi trasladado, juntamente com o corpo da rainha, um ano depois (1434). Pelo exterior, impõe-se como uma massa homogénea acentuando a horizontalidade do frontispício do templo. Oferece três faces livres, cada uma das quais ritmada por dois contrafortes, e onde se rasgam três janelões, com o que fica a eixo mais largo do que os restantes. Em cima, salienta-se o exterior do octógono central de onde partem oito arcobotantes acailerados apoiados nos contrafortes exteriores, que se prolongam em Pegões pinaculados além do terraço. O conjunto é rematado por um friso de grilhagens flamejantes. Originalmente, o octógono era coroado por um grande coruchéu em agulha, que caiu com o terramoto de 1755. No interior, a luz irrompe dos janelões da fachada e das frestas de dois lumes existentes em cada face do octógono central. É uma luz diáfana, que incide particularmente no centro do monumento, onde se ergue o mausoléu do rei e da rainha. A abóbada é complexa, formada por arcos cruzeiros que, partindo de baquetas embebidas nas paredes, entroncam em chaves centrais, a partir das quais as nervuras despejam o seu peso sobre as baquetas da face exterior do octógono central, compondo, desta forma, uma espécie de nave ou deambulatório. O octógono propriamente dito, no centro do edifício, é formado por oito pilares compósitos, de colunas enfeixadas e abre-se através de oito arcos apontados com o intradorso ornado de cairéis trilobados. O seu interior é de "dois andares": o inferior corresponde aos pilares e arcos, enquanto no andar superior se rasgam as janelas lanternárias. Também a abóbada deste corpo central é estrelada, com oito braços principais, oito terceletes e dezasseis nervuras secundárias, apoiadas em oito chaves radiais e uma chave central de grande diâmetro, mostrando o rendilhado, no meio da qual se inscrevem, em relevo, as armas reais. Nas paredes rasgam-se arcos sólidos que albergam os túmulos dos príncipes de Avis: D. Pedro, sua mulher e D. Fernando. Os túmulos dentro do nicho de volta quebrada com arquivolta exterior em contracurva, possuem frontais em relevo decorados com os brasões dos príncipes, enquadrados por ornamentação floral, sendo na sua totalidade um dos primeiros e mais profusos conjuntos de heráldica familiar de grande porte existente em Portugal, de acordo, aliás, com esquemas certamente importados de Inglaterra. Outros arcos sólidos vazios previam mais deposições tumulares, mas foram desaproveitados atendendo à decisão de D. Duarte em construir novo panteão, vindo a ser preenchidos somente em 1901. Panteão de D. Duarte m_batalha_p_duarteO Panteão de D. Duarte, também conhecido por Capelas Imperfeitas, foi planeado tendo em conta uma leitura rigorosa do testamento de D. João I, optando aquele monarca por criar o seu próprio espaço funerário. Assim, D. Duarte deu inicio à edificação de uma rotunda atrás da cabeceira. De qualquer modo, as obras, também conduzidas por Huguet, não foram terminadas, uma vez que a sua edificação terá começado sensivelmente em 1434, tendo o monarca falecido quatro anos depois, deixando-as incompletas. Mas o traçado estava certamente delineado e as obras dos reinados seguintes foram lentamente tentando rematar o edifício, tendo porém ficado por fazer o principal: o lançamento da grande abóbada central. Ao contrário do que se possa julgar, esta operação não levantaria grandes problemas técnicos visto que o vão a cobrir pouco maior era do que o existente na Sala do Capítulo. Tratava-se, efectivamente, de um edifício com um corpo central octogonal e entrada a eixo (articulada com a cabeceira por um átrio abobadado), à volta do qual se dispunham sete capelas radiantes. Nascendo dos grandes maciços polistilos que conformam a estrutura, levantar-se-ia um corpo octogonal provido de grandes janelões, abobadado e devidamente escorado em arcobotantes, previsto para configurar um amplo espaço de planta centrada completamente unificado. As capelas existentes abrem-se para o recinto através de grandes arcos quebrados acairelados, possuindo cada uma delas um coro recto e um topo prismático de três faces, com um só janelão de dois lumes em cada face e cobertura de abóbada nervurada. Entre as capelas, servindo de reforço, abrem-se seis pequenas áreas de planta triangular, sem acesso, mais baixas que as capelas e decoradas exteriormente com um janelão. Nas capelas foi dado um acabamento posterior e mais cuidado à que se destinava a receber o mausoléu de D. João II e D. Leonor, tendo as obras sido patrocinadas pela rainha. A data desta intervenção é difícil de determinar, podendo ser bastante tardia. De qualquer modo, a decoração deste trecho atinge proporções verdadeiramente assombrosas, sendo um exemplo único no gótico português. As nervuras são acaireladas, com nervos secundários de função apenas escultórica, mas com pequenas chaves em cúspide invertida, decoradas com motivos vegetalistas trepanados, sendo as chaves maiores rendilhadas, apresentando, por sua vez, as armas reais e o "corpo de empresa" de D. João II (o pelicano) e da Rainha D. Leonor (o camaroeiro). Refeitório O Refeitório é coberto por abóbadas de berço quebrado de quatro tramos marcados por arcos torais e apoiada em mísulas sobre friso circundante. Claustro Real m_batalha_claustroO Claustro Real é de um só piso com sete tramos por ala, constituídos por arcos quebrados, de vãos dissemelhantes, com bandeiras rendilhadas apoiadas em colunelos esculpidos, entre contrafortes com ressaltos, rematados por pináculos piramidais. Tem galerias cobertas por abóbadas de cruzaria de ogivas com cadeia longitudinal, assentes em meias-colunas fasciculadas com capitéis vegetalistas em dois andares, e remate em platibanda rendilhada com flores-de-liz. No cunhal, foi edificado um torreão octogonal de remate piramidal. No interior, encontra-se uma fonte com bacia lobulada e duas taças polilobadas escalonadas, a primeira com máscaras semi-vegetalistas. Tem uma cobertura em abóbada de cruzaria de ogivas com cadeia, apoiada em pilares fasciculados. Claustro D. Afonso V O Claustro D. Afonso V tem dois pisos, o primeiro de sete tramos por ala marcados por contrafortes entre arcos duplos quebrados assentes em colunas facetadas grupadas transversalmente sobre murete. Tem galerias abobadadas de cruzaria de ogivas com arcos torais robustos, apoiadas em mísulas cónicas lisas. O segundo piso tem um alpendre assente em colunas prismáticas sobre parapeito e contrafortes diagonais que sobem até ao beiral. A importância do estaleiro da Batalha deu origem a outros estaleiros que reflectem as aportações do gótico tardio, quase sempre fruto do recrutamento de oficiais ou mestres secundários que fizeram ali o seu tirocínio. Gótico de Avis m_batalha_got_avis3m_batalha_got_avis1m_batalha_got_avis2 Pelo exterior, o Mosteiro denuncia, igualmente, a intervenção de duas empreitadas. O portal sul do templo, claramente desenhado ainda por Afonso Domingues, denuncia esta simplicidade de processos. Este portal, aliás, é importante pelo que revela de apego aos traçados "portugueses": dois contrafortes esguios (as proporções lembram o pequeno e singelo portal lateral da Igreja Matriz de Santiago do Cacém), enquadram um vão de quatro arquivoltas decoradas por relevos repetitivos em séries de arquinhos cegos. Os colunelos são providos de capiteis com decoração vegetalista em "dois andares". O espelho da porta é trilobado, com filetes que se entrecruzam. Quase certamente de acabamento posterior é o gablete triangular, muito agudo, decorado no extradorso por cogulhos e, à face, pela heráldica real (os escudos de D. Filipa e de D. João I, encimados pelo escudo do reino, todos com baldaquinos como coroamento). Mas à empreitada de Huguet coube, também, desenhar a generalidade dos frontispícios transportando consigo uma nova linguagem arquitectónica, um outro gótico. De facto não restam dúvidas que o Mosteiro da Batalha se passará a assumir como um depoimento de poder real e da autonomia de um reino. Sabe-se como foi necessário impor através do trato legal e diplomático o direito de D. João I ao trono. Sabe-se igualmente da oposição dos meios-irmãos de D. João e de sua sobrinha D. Beatriz às suas pretensões; e sabe-se até que ponto as relações com o reino vizinho eram problemáticas. O facto de D. João I mandar erguer um panteão para si e para a sua família é sinal desta mística dinástica sem precedentes. O Mosteiro da Batalha foi um projecto de legitimação de uma nova dinastia, a dinastia de Avis: daí a dimensão da obra - sinal de capacidade financeira e de poder de realização. Efectivamente, o Mosteiro da Batalha difere da restante arquitectura portuguesa e destaca-se na paisagem artística nacional com o seu sinal de mudança. A decoração, o remate e o acabamento, para além da opção final das empreitadas, já segundo esquemas daquilo a que se convencionou chamar gótico final, são os seus principais elementos distintivos. Alguns aspectos que distinguem este modo novo do gótico português da primeira dinastia são fáceis de enunciar, uma vez que, globalmente, o tratamento plástico e ornamental do exterior do edifício possui indicações valiosas quanto ao que viria a ser, a partir daqui, a orientação da arquitectura quatrocentista da fase pós-batalhina. m_batalha_sec_xix É dada uma grande atenção à decoração das superfícies. Vale a pena anotar, a marcação "horizontal" das fachadas por pautas feitas de ressaltos (cornijas ou lacrimais), percorrendo todo o edifício; o preenchimento de todos os vãos - janelas, frestas - por rendilhados de recorte flamejante - como no grande janelão de fachada que assim substitui a habitual rosácea. É também de realçar a forma como as paredes (ou até os contrafortes) se animam através do jogo de claro-escuro de frisos de redes flamejantes - por exemplo, os estiletes em relevo do alfiz ou da parede do janelão, as grilhagens dos terraços e os proporcionados pináculos floreados. Percebem-se, também, outros novos factores: A simplificação estrutural dos alçados; A complexidade dos suportes, dos pilares aos colunelos - que se tornam cada vez mais finos e desmultiplicados, aparecendo as colunas finas e as baquetas; A desmultiplicação das molduras em alçado mostrando agora perfis variadíssimos no que se refere ao respectivo recorte e ao seu entrecruzamento; Nestas , o aparecimento do arco contracurvado; O achatamento das abóbadas e o aparecimento de sistemas complexos de nervuras, desdobrando-se o número de chaves e terceletes (como nas abóbadas estreladas); O alastramento da decoração vegetalista mas só em pontos concentrados (como os capiteis); O retorno à figuração alegórica e narrativa (também em zonas concentradas). O Mosteiro em Video A isto chama-se gótico final, querendo com isto designar um período em que os diversos modos de construção se regionalizam, independentemente dos arquitectos em causa serem de origens alógenas. Estes obedecem a encomendas determinadas por vontades políticas locais, exploram novos meios no estaleiro onde são chamados a trabalhar e libertam-se dos cânones mais correntes do gótico internacional, habitualmente dito "clássico". Fontes: Wikipedia; Ipar; Câmara Municipal da Batalha; Enciclopedia Luso-Brasileira - Verbo

A estatistica é como o Biquini :- o que mostra é sugestivo :- o que esconde é vital

A única salvação do que é diferente é ser diferente até o fim, com todo o valor, todo o vigor e toda a rija impassibilidade; tomar as atitudes que ninguém toma e usar os meios de que ninguém usa; não...





A estatistica é como o Biquini :- o que mostra é sugestivo :- o que esconde é vital


Cavaco e as autárquicas: "Acontece que não votei. Estava num casamento"





"Ao contrário de outros, nunca interferi na vida do meu partido. Cabe aos militantes decidirem o que é melhor para o partido e para o país", acrescentou sobre a recente decisão de Passos Coelho
Cavaco Silva recusou-se a comentar o resultado das últimas 
eleições autárquicas em Portugal, acrescentando que até 
nem votou, porque não estava no país.
"Acontece, até, que eu não votei, porque estava num
 casamento de um familiar muito próximo, na Escócia,
 no próprio dia, e por isso só acompanhei já na
 segunda-feira o que tinha ocorrido", afirmou o antigo
 primeiro-ministro e ex-Presidente da República, à 
margem da apresentação do livro Ética Aplicada à Economia,
 em declarações reproduzidas pelo Eco.
As declarações de Cavaco Silva são ainda mais surpreendentes
 não apenas pelos cargos públicos que ocupou como pelas
 declarações que fez, no passado, sobre a importância do voto.


Em relação ao facto de Pedro Passos Coelho não se recandidatar à liderança do PSD, recusou comentar, preferindo elogiar o "contributo" que o ainda líder social-democrata deu "para que Portugal, a partir de 2013, entrasse numa trajetória de crescimento económico, redução do desemprego e melhoria das condições de vida da população". Referiu ainda que "felizmente", estes indicadores têm vindo a "acentuar-se".
"Ao contrário de outros, nunca interferi na vida do meu partido. Cabe aos militantes decidirem o que é melhor para o partido e para o país", acrescentou.

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Numa visita à Feira do Relógio, na qual se cruzou com a campanha do atual presidente da Câmara e com a de Teresa Leal Coelho, a candidata do PSD, Luís Júdice deixou críticas a "Medina, [António] Costa, [Pedro] Santana Lopes e [Nuno] Krus Abecasis", que deixaram como património a expulsão de meio milhão de habitantes.
"Puseram uma chaga no futuro das gerações que estão para vir", reforçou em declarações à Agência Lusa, frisando que os filhos e netos de lisboetas não poderão viver na cidade quando decidirem emancipar-se.
Incitado a revelar o que faria caso 'esbarrasse' com a campanha de Medina -- o encontro acabaria por acontecer pouco depois, quando a colorida e ruidosa comitiva do PS descia os corredores da feira pelo lado oposto -, o candidato do PCTP/MRPP garantiu que apenas cumprimentaria o presidente do executivo.
"Não há nada a dizer ao Fernando Medina. Ele já fez o que tinha a fazer, já se comprometeu com quem tinha de se comprometer, não é certamente com as mesmas pessoas que o PCTP/MRPP se vai comprometer. Ele comprometeu-se com os especuladores imobiliários e com os patos bravos. Nós comprometemo-nos com os trabalhadores, com a classe operária. São dois compromissos completamente antagónicos", sublinhou.
Para Júdice, o atual presidente não tem obra feita, deixando como legado meras "obras de cosmética", que visaram conquistar mais espaço para a EMEL -- Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa.
Sem nunca parar de distribuir panfletos, uma vez que, como o próprio reconhece, a "brigada" do PCTP/MRPP é pequena -- hoje, foram apenas quatro os representantes do partido que marcaram presença na iniciativa de campanha -, o candidato explicou que escolheu começar o dia na Feira do Relógio por esta ser "um mercado extremamente popular da cidade de Lisboa".
Abordado por um polícia municipal, que comentou o facto de os candidatos do partido serem todos "oitentões", Júdice explicou que "a gente mais nova não está preparada para a militância".
Nas eleições de 01 de outubro concorrem à presidência da Câmara de Lisboa Assunção Cristas (CDS-PP/MPT/PPM), João Ferreira (CDU), Ricardo Robles (BE), Teresa Leal Coelho (PSD), o atual presidente, Fernando Medina (PS), Inês Sousa Real (PAN), Joana Amaral Dias (Nós, Cidadãos!), Carlos Teixeira (PDR/JPP), António Arruda (PURP), José Pinto-Coelho (PNR), Amândio Madaleno (PTP) e Luís Júdice (PCTP-MRPP).
Foto animada

sexta-feira, outubro 06, 2017

A estatistica é como o Biquini :- o que mostra é sugestivo :- o que esconde é vital BRAGA: PSD GANHA DUAS CÂMARAS AO PS Amares e Terras de Bouro são concelhos que passaram de mãos socialistas para sociais-democratas; o PS perdeu também Vizela, para independentes. Um caso muito raro a nível nacional: um distrito em que, simultaneamente, o PS perdeu câmaras e o PSD ganhou. Os sociais-democratas governam em nove concelhos (alguns em coligação), contra quatro do PS e um de independentes. BRAGANÇA: PS GANHA DUAS CÂMARAS AO PSD Mirandela e Macedo de Cavaleiros foram conquistadas pelos socialistas aos sociais-democratas. São os únicos municípios com novas cores. Invertem-se as posições de há quatro anos: o PS tem agora sete câmaras, o PSD cinco (uma em coligação com CDS). CASTELO BRANCO: TUDO IGUAL A 2013 Nada mudou no distrito. PS e PSD continuam com as mesmas câmaras que haviam conquistado em 2013: sete dos socialistas, quatro dos sociais-democratas. Castelo Branco Castelo Branco COIMBRA: TUDO IGUAL A 2013 Nada mudou no distrito em quatro anos. Os socialistas lideram 12 das 17 câmaras, o PSD tem cinco. Coimbra Coimbra ÉVORA: ALANDROAL PASSA DA CDU PARA O PS O panorama manteve-se quase inalterado no distrito. Só uma câmara mudou de mãos, o Alandroal, da CDU para o PS. Com esta conquista, os socialistas têm agora o maior número de concelhos (seis), contra cinco dos comunistas. Três municípios continuam em mãos de independentes. Évora Évora FARO: TUDO IGUAL A 2013 As coisas continuam como estavam nos 16 concelhos algarvios. O PS mantém a liderança, com dez municípios, seguido do PSD, com cinco (sozinho ou coligado), e da CDU (com Silves, a sua praça mais a Sul). Faro Faro GUARDA: PS E PSD TROCAM DE CADEIRAS EM CELORICO E MANTEIGAS O distrito sofreu poucas alterações. Só dois concelhos mudaram de mãos, numa troca. O PSD ganhou Celorico da Beira ao PS e os socialistas conquistaram Manteigas aos sociais-democratas. PSD e PS continuam a deter o mesmo números de câmaras: sete e seis, respetivamente. Aguiar da Beira continua nas mãos de um independente. Guarda Guarda LEIRIA: ONDE MAIS CÂMARAS MUDARAM DE COR O PS conquistou três novas câmaras (Bombarral, Ansião e Pedrógão Grande, todas ao PSD), os sociais-democratas ganharam duas (Porto de Mós e Castanheira de Pera, ambas do PS), enquanto os comunistas perderam Peniche para independentes (era o concelho litoral mais a norte governado pela CDU, que há quatro anos ficara sem maioria absoluta; agora perdeu mesmo a autarquia, com pouco mais de 15% dos votos). Os sociais-democratas têm agora oito câmaras, contra sete dos socialistas e uma independente. Leiria Leiria LISBOA: TUDO IGUAL A 2013 Nada mudou no distrito face a 2013. O PS lidera 10 câmaras, o PSD três (uma em coligação) e a CDU duas. Oeiras continua nas mãos de independentes (embora sejam agora as de Isaltino Morais e não as de Paulo Vistas). Lisboa Lisboa PORTALEGRE: PS GANHA SOUSEL E ALTER DO CHÃO AO PSD Duas câmaras (Sousel e Alter do Chão) mudam de cor, passando do laranja para o rosa. De resto, o PS continua a ser o partido com mais concelhos (oito), seguido do PSD, com quatro, e da CDU, com dois. A capital do distrito é governada por independentes. PORTO: PS REFORÇA POSIÇÃO Não fora Vila do Conde (câmara socialista desde sempre, mas agora nas mãos de independentes) e o distrito do Porto estaria na primeira linha das conquistas do PS neste domingo. Com efeito, o partido liderado por António Costa ganhou três câmaras (uma a independentes, Matosinhos; e duas ao PSD, Paredes e Marco de Canaveses). Além destas duas, os sociais-democratas perderam ainda Felgueiras para independentes. No resto dos municípios ficou tudo na mesma. Socialistas têm agora dez concelhos, contra cinco do PSD (mas quatro são em coligação) e três de independentes. SANTARÉM: PS GANHA CONSTÂNCIA À CDU E PERDE OURÉM PARA O PSD Só duas câmaras mudaram de mãos: Constância, perdida pela CDU para o PS; e Ourém, conquistada pela PSD aos socialistas. O PS lidera o mesmo número de concelhos de há quatro anos (13), enquanto o PSD, sozinho ou em coligação, tem agora seis (mais um do que tinha) e a CDU dois (contra três em 2013). Santarém Santarém SETÚBAL: CDU PERDE TRÊS BASTIÕES PARA PS Não é o distrito onde a CDU tem o maior número de perdas, mas é aquele onde a derrota terá certamente maior impacto (pela dimensão populacional e pela carga simbólica dos concelhos em causa para os militantes comunistas). Barreiro, Almada e Alcochete são agora presididos pelo PS (no sismo sofrido na Península de Setúbal, os comunistas perderam ainda a maioria absoluta em Palmela e Seixal). A CDU continua a ser a força com mais câmaras no distrito (oito), é verdade. Mas o PS, que só tinha um município na margem ribeirinha (Montijo), tem agora mais três nessa faixa (e ainda um quinto concelho mais a Sul, Sines). Com o rombo sofrido no distrito, os comunistas deixaram de ser o partido com mais câmaras na Área Metropolitana de Lisboa, da qual fazem parte 18 municípios dos dois lados do rio. VIANA DO CASTELO: PSD GANHA TERRENO AO PS Apenas duas câmaras (Monção e Ponte da Barca) mudaram de mãos, e ambas foram ganhas pelo PSD ao PS, o que faz do distrito litoral mais a Norte um dos poucos onde os sociais-democratas reforçaram a sua posição. PS e PSD têm quatro câmaras cada, enquanto CDS e independentes governam um município cada um. Viana do Castelo Viana do Castelo VILA REAL: PS E PSD MANTÊM A DISTÂNCIA Antes destas eleições, os socialistas governavam oito concelhos e os sociais-democratas seis, e assim vão continuar (sendo uma das câmaras do PSD agora em coligação). Neste domingo, entre PS e PSD, cada um ganhou uma câmara ao outro. O PS conquistou Chaves, enquanto o PSD ganhou Murça. VISEU: PSD E PS OMBRO A OMBRO Neste domingo, quatro municípios mudaram de mãos. O PSD perdeu três: Oliveira de Frades para os Nós Cidadãos, partido que assim vai formalmente pela primeira vez presidir uma câmara municipal; Nelas, para o PS; e São João da Pesqueira, para independentes. Em contrapartida, os sociais -democratas ganharam Castro Daire do PS. Viseu já foi quase um feudo do PSD (nos tempos do denominado Cavaquistão), mas hoje socialistas e sociais-democratas têm as mesmas presidências de câmara: 11 para cada um, embora em dois concelhos o PSD governe em coligação com o CDS. Viseu Viseu AÇORES: TUDO IGUAL A 2013 Depois da grande mexida de há quatro anos (seis das 19 câmaras mudaram então de mãos), tudo fica como dantes depois deste domingo. E assim o PS continua com 12 concelhos, contra cinco do PSD, uma dos CDS e uma independente. MADEIRA: O TEMPO NÃO VOLTOU PARA TRÁS O arquipélago foi o ponto do país onde há quatro anos se deu a modificação mais radical da paisagem autárquica. O que era então o único distrito ou região autónoma monocolor (os 11 concelhos eram nessa data do PSD) tornou-se uma realidade em vários tons. E foi essa paleta que grosso modo se manteve agora. O PSD recuperou Porto Santo ao PS, mas perdeu Ponta do Sol para os socialistas (e Ribeira Brava para independentes). E no Funchal não conseguiu afastar a coligação de vários partidos, entre os quais o PS, presidida por Paulo Cafôfo. O CDS mantém Santana e dois grupos independentes continuam a governar São Vicente e Santa Cruz (este nas mãos dos Juntos pelo Povo).
A estatistica é comoBEJA: PS ROUBA QUATRO CÂMARAS À CDU
Era um dos distritos do país onde a CDU tinha a maioria das câmaras, mas a planície foi varrida por um vendaval cor de rosa. O PS arrebatou quatro câmaras aos comunistas (Barrancos, Moura, Castro Verde e Beja, sendo que a capital do distrito fora conquistada pela CDU ao PS em 2013). Socialistas têm agora nas mãos 10 das 14 câmaras, contra quatro dos comunistas.
Beja
Beja o Biquini :- o que mostra é sugestivo :- o que esconde é vital

A Minha Terra

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quarta-feira, outubro 04, 2017

A estatistica é como o Biquini :- o que mostra é sugestivo :- o que esconde é vital



   
Luís Marques Guedes

Numa tentativa de apaziguar o tom das críticas à forma como o PSD transformou o problema da imigração numa bandeira da campanha autárquica, a juntar à dos ciganos, o deputado Marques Guedes tenta trazer o assunto para o parlamento. Só é pena que o assunto não tenha nascido agora e nestes termos, mas muito antes, na Festa do Pontal.

Marques Guedes faz bem em tentar transformar em sério um assunto que começou por não o ser pela forma como foi abordado, talvez para corrigir mais um tiro com que Passos Coelho acerta no pé. O lamentável é que de forma muito subtil a cole Belém a esta posição do PSD, uma forma desastrada de colocar Marcelo a ajudar involuntariamente Passos Coelho.

Entretanto, este deputado de um partido que se deixou aprisionar pela extrema-direita chique dá vontade de rir ao dizer que o PS foi capturado pelo PCP e pelo BE. São truques que já não têm impacto nos eleitores e só ofendem a sua inteligência.

«O PSD propôs esta quinta-feira que o Parlamento faça "marcha atrás" nas alterações à lei da imigração, aprovadas pelo PS, PCP, BE e PEV e acredita que o Presidente de República "está atento a esta matéria".

Em conferência de imprensa na Assembleia da República, o deputado e ex-ministro do PSD Luís Marques Guedes acusou o PS de deixar-se "capturar por uma pequena minoria" do PCP e do BE, partidos de "matriz comunista", e de quebrar um consenso de anos, com PSD e CDS, em matéria de imigração e segurança.

As alterações ao regime jurídico de entrada, permanência, saída e afastamento de estrangeiros foi aprovado na Assembleia da República pela maioria de esquerda e entrou em vigor no final de julho.» [Expresso]

 As habilidadezinhas de linguagem de um habilidoso

 Treinando para invadir o jardim de São Bento?
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quarta-feira, julho 19, 2017

Tenham cuidado, os portugueses são perigosos

Há centenas de portugueses que sentem prazer a atear fogos florestais, como sucedeu na Madeira onde morreram pessoas.

Há polícias graduados de boas famílias e que parecem ser cidadãos exemplares que agridem brutalmente um pacato cidadão à frente do filho e depois falsifica os autos, para que o cidadão agredido ainda tenha de responder por crimes que não cometeu.

Há portugueses branquinhos como a cal da parede que são dono de restaurantes e não se importam de servir refeições feitas com produtos sem condições.

Há muitas dezenas de milhares de portugueses que todos os dias roubam, recebem o IVA que os seus clientes lhe entregam ao seu cuidado e em vez de o entregarem ao Estado ficam com ele, o dinheiro que deveria ser investido em cuidados de saúde ou com outros fins onde os recursos são escassos, serve para comprar mais um carro ou para as férias.

Há esquadras inteiras que fazem orgias de torturas e agressões, no fim a graduada lava o chão bem lavadinho, chama a ambulância e tudo cai no esquecimento.

Há centenas de milhares de portugueses que não descontaram nada para a Segurança Social e recebem uma pensão de sobrevivência de montante equivalente ou superior ao famoso rendimento mínimo.

Há portugueses que para ganharem mais uns tostões plantam eucaliptos até à beira do alcatrão das estradas, não se importando com as mortes que daí possam resultar. Há também os que matam o vizinho por causa de um poço ou de uma oliveira, e ainda os que em pleno Verão fazem queimadas de forma irresponsável.

Cuidado, andam por aí muitos portugueses perigosos, gente que não se importa com a lei ou com a vida do seu concidadão, nem vale a pena falar dos comentadores desportivos que enchem os bolsos atiçando o ódio entre adeptos, gente contra a qual o André Ventura poderia fazer um dos seus discursos xenófobos, pois são todos bem branquinhos e portugueses de gema.

segunda-feira, outubro 02, 2017

A estatistica é como o Biquini :- o que mostra é sugestivo :- o que esconde é vital

Gaspar Ramos divide as 'culpas' do atual momento do Benfica por "todos". Em declarações à Rádio Renascença esta segunda-feira, o antigo dirigente dos encarnados sublinhou que é tempo de Luís Filipe Vieira "reagrupar as tropas" e encontrar uma solução para pôr fim ao atual momento vivido na Luz.

"O presidente tem de fazer o reagrupamento das tropas e analisar o que foi feito. As coisas não se resolvem de um dia para o outro e não acontecem por acaso. O presidente certamente estará a tratar da situação e temos de ser solidários com o grupo. Há uma grande intranquilidade com a equipa: há jogadores que têm obrigação de ter outro comportamento e não conseguem. Há uma grande instabilidade que tem de ser controlada com o tempo", afirmou.

Ainda assim, Gaspar Ramos acredita na conquista do pentacampeonato: "Acredito perfeitamente. São 5 pontos. Já estivemos a mais pontos e ganhámos. Ontem podíamos ter dado um passo importante para a reaproximação, mas temos todas as possibilidades de o fazer, mas com alguma dificuldade. Os reajustamentos que possam ter de existir no grupo só podem ser em janeiro, e até lá, muitas coisas podem ser definidas".
O ex-dirigente dos encarnados defendeu ainda uma "gestão equilibrada" entre a redução do passivo e os resultados desportivos. "Se o Benfica não for campeão, e não estiver na Europa, não haverá redução do passivo, mas sim o seu aumento", pontua, como exemplo.