quarta-feira, abril 11, 2018

A estatistica é como o Biquini :- o que mostra é sugestivo :- o que esconde é vital

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sexta-feira, março 09, 2018

A estatistica é como o Biquini :- o que mostra é sugestivo :- o que esconde é vital


Uma auditoria levada a cabo pelo Instituto de Gestão e Equipamentos da Justiça permitiu perceber que foram feitas consultas ao processo dos 'E-mails' através do programa Citius a partir de tribunais da zona centro do país e não apenas naqueles localizados em Braga de onde são dois funcionários judiciais suspeitos de atuarem ao serviço do Benfica, passando informação a Paulo Gonçalves, assessor jurídico a SAD do clube encarnado, segundo o 'Jornal de Notícias'.

Num artigo publicado nesta sexta-feira, aquele diário adianta que a "Polícia Judiciária procura mais duas 'toupeiras' do Benfica'", estando a seguir esta pista em tribunais entre Aveiro e Santarém onde foram feitos acessos ilegitímos ao inquérito em segredo de justiça.

Recorde-se que no âmbito do processo 'E-toupeira' foram aplicadas as medidas de coação de prisão preventiva ao funcionário judicial José Augusto Silva e de proibição de contactos do assessor jurídico do Benfica, Paulo Gonçalves, com os restantes arguidos.
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A estatistica é como o Biquini :- o que mostra é sugestivo :- o que esconde é vital

Ex-jogadores do Oriental receberam 7500 euros cada para perderem jogo


Inspetor da PJ relatou ao pormenor em tribunal todo o esquema de viciação de resultados. Partida em causa foi um Oriental-Penafiel, relativo à época 2015-16 da II Liga
Um inspetor da Polícia Judiciária denunciou ontem em tribunal, em mais uma sessão do julgamento da Operação Jogo Duplo, que quatro ex-jogadores do Oriental receberam, cada um, 7500 euros, para perderem o jogo frente ao Penafiel, relativo à época 2015-2016.
Na segunda sessão, o coordenador da investigação criminal da Polícia Judiciária (PJ) explicou ao coletivo de juízes que receberam, em 27 de abril de 2016, uma denúncia a dar conta que o jogo Oriental--Leixões, ocorrido três dias antes, "tinha sido manipulado" e que o Penafiel-Oriental, da jornada seguinte, que se realizaria em 30 de abril, "também seria manipulado".
Esta denúncia esteve na origem do inquérito-crime, enquanto o jogo disputado entre Penafiel e Oriental foi o primeiro da II Liga, no âmbito deste processo, monitorizado e vigiado pela PJ.
O inspetor contou que nas escutas telefónicas, entretanto autorizadas, foi possível apurar que o arguido e ex-jogador do Oriental Diego Tavares transmitiu aos arguidos Carlos Silva, conhecido como "Aranha" e elemento da claque Super Dragões, e a Gustavo Oliveira, empresário, ambos intermediários dos investidores da Malásia, quais os jogadores "que estavam dispostos a perder o jogo".
Diego Tavares, Rafael Veloso (guarda-redes), João Pedro Carvalho e André Almeida, todos titulares nessa partida, receberiam, cada, 7500 euros, para que ajudassem na derrota do Oriental, tendo ficado agendado um encontro no dia do jogo, entre Carlos Silva e Gustavo Oliveira, e os quatro jogadores, no hotel onde se encontrava a equipa lisboeta, no Norte do país.
Os inspetores da PJ alugaram então o quarto 115, que ficava ao lado daquele que havia sido alugado pelos arguidos Carlos Silva e Gustavo Oliveira para se encontrarem com os quatro futebolistas. O coordenador da PJ acrescentou que os dois intermediários faziam chamadas de vídeo para provar aos dois investidores/apostado-res malaios, considerados pela acusação como a associação criminosa da parte asiática, "que os jogadores abordados estavam controlados".
O responsável pela investigação relatou que ficou acordado entre todos que o Oriental tinha de perder nas duas partes, uma vez que havia apostas para os resultados parciais dos primeiros e segundos 45 minutos. Ao intervalo, o Oriental perdia por 2-1 e o resultado final ficou 4-2, ambos resultados pretendidos pelos arguidos.
Na segunda parte, quando o resultado estava em 3-2, o arguido Diego Tavares, entretanto substituído, foi ao balneário e trocou mensagens com o arguido Carlos Silva, perguntando-lhe se chegava o 3-2, ao que Carlos Silva respondeu que era necessário sofrerem mais um golo, para assim também perderem na segunda parte.
O inspetor da PJ disse que um jogo da II Liga em Portugal movimenta, em média, a nível mundial, cerca de 30 milhões de euros, relatando que, através das escutas telefónicas, foi possível perceber que este esquema de manipulação de jogos da II Liga já vinha da "época anterior" e que era para manter "na época seguinte".
O julgamento, que decorre em Lisboa, conta com 27 arguidos, oito deles antigos jogadores do Oriental de Lisboa, bem como ex-futebolistas de Oliveirense, Penafiel e Académico de Viseu, além de dirigentes desportivos, empresários, um elemento de uma claque e outras pessoas com ligações ao negócio das apostas desportivas. 
Com Lu

quinta-feira, março 08, 2018

A estatistica é como o Biquini :- o que mostra é sugestivo :- o que esconde é vital

A estatistica é como o Biquini :- o que mostra é sugestivo :- o que esconde é vital

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domingo, janeiro 21, 2018

A estatistica é como o Biquini :- o que mostra é sugestivo :- o que esconde é vital

Advogado de José Sócrates queixa-se de um 
"pântano" entre o procurador Rosário Teixeira
 e o juiz Carlos Alexandre e diz que este 
episódio atrasa o processo
Os 700 gigabytes de escutas do processo
 Operação Marquês, entregues no mês passado
 à defesa de José Sócrates, estavam com vírus
 informáticos, afirmou o advogado Pedro
 Delille ao Público. O advogado critica o
 procurador Rosário Teixeira e o juiz Carlos 
Alexandre de atrasarem de propósito o processo.
O insólito, segundo noticia esta sexta-feira o
 Público, teve início em dezembro: quando 
foram buscar
 os discos com as escutas telefónicas, uma
 funcionária do Departamento Central de 
Investigação e Ação Penal avisou que alguns 
ficheiros podiam estar infetados, conta Delille. 
Enviado o material informático para um perito,
 este detetou 50 vírus informáticos, entre
 trojans e "outras coisas do género".

O conteúdo foi recuperado, mas Pedro Delille 
garante que o conteúdo não serve porque as
 pessoas intercetadas nas gravações não estão
 identificadas. "É impossível identificar quem
 está a falar", alega. Aquele jornal, o 
causídico informa que vai pedir uma perícia
 informática às escutas quando o processo 
transitar para o Tribunal Central de Investigação
 Criminal.

Este é mais um episódio que impede o processo
 de entrar em fase de instrução, uma vez que 
as defesas dos arguidos não têm acesso às peças 
processuais.

"O processo está preso num pântano entre o 
procurador Rosário Teixeira e o juiz
 Carlos Alexandre", critica o advogado do
 ex-primeiro-ministro.
A Operação Marquês traduziu-se na 
constituição de 28 arguidos, 19 pessoas e
 nove empresas, por um conjunto de 188
 crimes económico-financeiros.
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Rui Pedro Soares, presidente da SAD do Belenenses, respondeu, esta sexta-feira, às dúvidas levantadas por Francisco J. Marques sobre negócios que “carecem de explicação” com o Benfica, com especial incidência a um realizado em julho de 2015.

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“O Benfica fez um contrato em que se obrigou a pagar 300 mil euros por 50 por cento dos passes Dálcio, Ricardo Dias e Fábio Nunes, que nem eram utilizados com regularidade. De repente, o Benfica descobriu três pérolas e fez um contrato em que se obriga a pagar aquele valor e a comprar os restantes 50 por cento por 700 mil euros. Se algum desses jogadores não ficasse no plantel do Benfica seria emprestado ao Belenenses. É um negócio da China para o Belenenses”, afirmou o diretor de comunicação de FC Porto, no Porto Canal
Em jeito de resposta, durante a conferência de imprensa de apresentação do novo treinador Silas, Rui Pedro Soares acusou o dirigente de “difamar” o Belenenses, deixando-lhe um aviso: “A próxima vez que falar sem rigor, não vamos ficar por aqui”.
“O Belenenses vendeu um jogador ao Benfica em 2015. O Benfica ficou com direito de opção sobre três jogadores e exerceu esse direito sobre o Dálcio. Pagou 350 mil euros, mais IVA, inicialmente, e depois mais 300 mil euros, mais IVA. No total, pagou 800 mil euros”, explicou.
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EU QUERO IR AO FUTEBOL PEÇO DESCULPA AOS ADEPTOS SPORT.

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ugo Inácio, o adepto benfiquista condenado pela morte de um adepto do Sporting em 1996, numa final da Taça de Portugal no Jamor, foi detido no Estádio da Luz.
A informação, que tem sido noticiada em vários meios, foi avançada pela TVI 24 que adianta que o adepto, que estava proibido de frequentar recintos desportivos, terá sido identificado por um spotter, que o denunciou de seguida à polícia.
No último sábado o Benfica defrontou e venceu em casa o Chaves, em jogo a contar para o campeonato. Hugo Inácio terá sido detido ainda durante a tarde quando se preparava para assistir à partida.
Hugo Inácio tinha sido condenado a três anos de cadeia e à proibição de frequentar recintos desportivos durante sete anos, isto depois de em 2016 ter deflagrado uma tocha no Estádio da Luz e sido detido na posse de outro engenho pirotécnico semelhante.
Em 1996, Hugo Inácio lançou o very-light que viria a matar Rui Mendes, em plena bancada do Jamor. Foi condenado em 1998, a quatro anos de cadeia por homicídio por negligência grosseira.
Mais tarde, quando já estava a cumprir pena, este membro da claque 'No Name Boys', agora com 45 anos, aproveitou uma saída precária para fugir. Seria capturado mais tarde quando ainda tinha 15 meses de pena por cumprir.
Em 2012, voltou a ser condenado a 18 de meses de pena efetiva e a dois anos sem poder frequentar recintos desportivos, como recorda a Sábado. Em causa terão estado agressões e a insultos a um agente d autoridade.
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Fábio Coentrão pediu desculpas e V. Setúbal vai enviar fatura

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Lateral-esquerdo lamentou "atitude menos refletida" no Bonfim. Sadinos vão agir de acordo com regulamentos da Liga
Menos de 24 horas depois de se ter descontrolado na sequência de um penálti assinalado pelo árbitro Fábio Veríssimo contra o Sporting e que valeu o empate ao V. Setúbal, Fábio Coentrão veio a público, através do Instagram, lamentar a "atitude menos refletida".
O lateral-esquerdo leonino, que protestou, insultou e agarrou o braço do juiz, pontapeando a bola - o que lhe valeu um cartão amarelo -, esmurrou depois o banco de suplentes já após ter sido substituído por Doumbia e chorou compulsivamente. Ontem pediu desculpa à "família sportinguista" e justificou-se. "Nem sempre, dentro do campo, as coisas correm como queremos. Fomos à luta, não fomos felizes e isso deixou-nos revoltados. Vivo cada jogo como se fosse o último da minha vida. Não gosto de perder e, muito menos, quando é proibido fazê-lo. Quero ser campeão pelo meu Sporting. Senti-me frustrado e reagi como sou, autêntico e genuíno. Sou um homem e não uma máquina", começou por dizer o defesa, cujas ações foram visadas pelo seu antigo clube, o Benfica. "Vemos, ouvimos e lemos. Não podemos ignorar", escreveram os encarnados no Twitter dirigido à imprensa.
"A mágoa e a revolta pelo que aconteceu continuam, e pensei em todos aqueles que, no estádio ou na televisão, também sentiram o mesmo que eu senti", acrescentou o jogador, que já se tinha mostrado bastante desalentado quando o Sporting empatou no terreno do Moreirense, em setembro, tendo chorado deitado no relvado.
Desta feita, o desalento foi acompanhado por fúria, e quem pagou foi o banco de suplentes da equipa visitante do Estádio do Bonfim, que sofreu danos. Fonte oficial do V. Setúbal disse ao DN que o emblema sadino "vai agir de acordo com os regulamentos da Liga, como é natural neste tipo de casos, de forma a ser indemnizado pelos danos causados".
Enquanto a conta não é enviada para Alvalade, os leões já estão com a cabeça no clássico de quarta-feira (20.45) diante do FC Porto, em Braga, das meias-finais da Taça da Liga. "O destino de todos nós, sportinguistas, é sermos felizes. E vamos sê-lo, com atitude e compromisso. A nossa união continua a ser de aço!", disse Coentrão, que viu a sua mensagem ser partilhada nas redes sociais pelo presidente Bruno de Carvalho.


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sexta-feira, janeiro 12, 2018

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E Portugal, Passos? Já não está à frente?

Fotografia: Luís Barra@Expresso
Pedro Passos Coelho, como tantos outros políticos que caem do seu pedestal, decidiu renunciar ao seu mandato de deputado, como é seu direito. Muito poderia ser dito a este respeito, sobre uma decisão que é absolutamente legítima, mas a mim causa-me sempre alguma perplexidade, ver um tipo que andou em campanha para eleições legislativas a declarar o seu amor à pátria e à causa pública, e que agora renuncia ao mandato para o qual se propôs e foi eleito (para exercer as funções de deputado e não de primeiro-ministro, que ao contrário do que defendem hoje alguns fanáticos negacionistas da democracia representativa, não existem, neste país, eleições para eleger directamente governos ou primeiros-ministros) apenas porque deixou de ser o alfa da São Caetano.
Ser um mero deputado, um simples representante do povo, não parece ser função que agrade ao mais recente barão do PSD. Com certeza que surgirão novas oportunidades no sector privado, onde Passos tem fama de indivíduo hábil a abrir portas, pelo que passar a ser um autómato que levanta a mão quando o próximo líder assim lhe ordenar não é hipótese a considerar. Eis o líder que põe Portugal à frente, que põe o país primeiro e que alegadamente o leva a sério a virar-lhe as costas mal cai do poleiro. Não surpreende.
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ESCOLHA DIFÍCIL

Não quereria estar na pele de António Costa se coubesse ao líder do PS a escolha
 do futuro líder do PSD, se não é nada fácil escolher de entre os dois candidatos à
 liderança do PSD qual o que daria um melhor primeiro-ministro, mais difícil ainda 
seria escolher qual dos dois lhe proporcionaria melhores resultados nas próximas
 legislativas.

O PSD não parece estar a escolher um líder, pelos debates está a escolher qual
 o chefe guerrilheiro que poderá ferir mais o primeiro-ministro. O debate chega 
a um nível intelectual deprimente, tem momentos dignos de crianças do ensino
 básico, com Santana Lopes a acusar Rio de ter almoçado com um perigoso 
criminoso chamado Pacheco Pereira e aquele a ripostar mais ou menos da mesma 
forma.

Não importa as qualidades do futuro líder, Santana Lopes ainda fez em meia dúzia
 de horas um mega programa de governo, mas a verdade é que em vez de 
apresentar as suas ideias limita-se a enumerar supostas traições do seu adversário.
 Rui Rio responde no mesmo tom esquecendo que depois de décadas de conluios
 nos jogos partidários foi conivente ou participou em tantas trapalhadas quantas 
as de Santana.

É quase deprimente ver os militantes doo PSD a discutir se Santana odeia mais ou menos
 António Costa do que Rui Rio, com um a recusar qualquer acordo com o PS e o outro a 
admitir apoiar um governo do PS. Isto é, o que distingue um do outro não é a capacidade
 de ganhar, mas sim a forma como vão digerir uma derrota que consideram certa. Pelo
 meio vem Miguel Relva dizer que ganhe um ou o outro, o futuro líder do PSD vai durar 
dois anos, isto é, só é eleito para tomar conta da casa.

Se o PS não ganhar com maioria absoluta e Santana for líder ou consegue formar
 nova geringonça ou o país terá de repetir as eleições. É óbvio que ninguém ao centro
 ou à direita perdoará a Santana esta entrega do poder ao PCP e ao BE, mas se Costa 
optar pela repetição das eleições, já que Marcelo nunca cairia na asneira de um governo
 presidencial apoiado por Santana, é bem provável que o PSD desaparecesse nas segundas
 eleições.

Se Rui Rio chegar a líder do PSD não só terá um grupo parlamentar formado
 por um ninho de cobras, como dificilmente conseguirá os eleitores a votar nele 
para fazer o tal 25 de abril civil sem o apoio de uma maioria constitucional que patrocine
 as sua idiotices. Se o que Rui Rio tem a propor é o equilíbrio orçamental que Centeno 
conseguiu ou o tal 25 de abril, dificilmente conseguirá convencer alguém a votar nele.

quarta-feira, janeiro 10, 2018

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A 'história' sobre as contas e suspeitas da Fundação O Século

A Fundação O Século, criada a partir de uma colónia de férias para crianças desfavorecidas, está a ser alvo de investigações da polícia e do Ministério Público. Em causa estão suspeitas de crimes económico-financeiros e abuso de poder.

A 'história' sobre as contas e suspeitas da Fundação O Século
Notícias ao Minuto
08:00 - 06/01/18 POR LUSA COM NOTÍCIAS AO MINUTO
PAÍS INSTITUIÇÃO
Depois da polémica com a Raríssimas, uma outra instituição tornou-se alvo de investigação. Falamos da Fundação O Século, criada em 1998 para ajudar crianças desfavorecidas. Na quinta-feira soube-se que a instituição foi alvo de buscas pela Polícia Judiciária, tendo o Ministério Público explicado que na base da investigação estiveram suspeitas da prática de crimes de peculato e de abuso de poder, de 2012 até hoje.
Citando uma denúncia de trabalhadores, o jornal i avançou no dia seguinte, que o presidente da fundação, Emanuel Martins, no cargo há 18 anos, terá aproveitado as suas funções para criar postos de trabalho para sete familiares e para amigos, fazendo uma gestão "danosa e ruinosa".
Os familiares em causa são os filhos de Emanuel Martins, Cláudia Martins, que é secretária do presidente, e Mário Martins, responsável pelo armazém.
Além disso, acrescenta o jornal, a mulher do presidente, Fernanda Martins, é responsável pela equipa de limpeza, e dois enteados, Carlos Mártires e Nuno Mártires, são diretor-geral e responsável pela manutenção, respetivamente.
Entre os trabalhadores encontram-se ainda duas noras de Emanuel Martins, Carla Teixeira, responsável pela empresa de take-away, e Vanessa Fernandes, que cria os menus da fundação.
Confrontado com as buscas da PJ, o presidente da fundação garantiu estar de "consciência tranquila" e contra-atacou, acusando a Câmara Municipal de Lisboa de ficar "com 4,3 milhões de euros" e de ter dado à instituição "apenas um milhão daquilo que devia" na sequência do encerramento da Feira Popular.
De referir que a instituição foi alvo de uma auditoria jurídico-financeira em 2016 por parte do Instituto da Segurança Social (ISS), na sequência de denúncias, tendo sido feita uma participação ao Ministério Público, adiantou fonte oficial à agência Lusa.
Contas feitas, o maior custo é... com pessoal
Segundo o Relatório e Contas da fundação, relativo a 2016, a entidade registou, nesse ano, um prejuízo de 781 mil euros, uma recuperação face a 2015, quando apresentava um resultado negativo superior a um milhão de euros.
A maior parte das receitas desta Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) provém de subsídios e donativos, que, em 2016, contribuíram com 1,30 milhões de euros para as contas da fundação. No ano anterior, o valor era um pouco superior, chegando aos 1,36 milhões de euros.
Do Estado, a fundação recebeu entre 1,1 e 1,2 milhões de euros por ano desde 2014, mas estes montantes dizem respeito ao pagamento de serviços prestados contratados e não à atribuição de um valor para apoiar atividades, garante o presidente.
Notícias ao MinutoO presidente da fundação, Emanuel Martins, ocupa o cargo há 18 anos© Global Imagens
Deste valor, a maior parte proveio do Instituto da Segurança Social, que foi responsável por mais de 900 mil euros anuais. O restante teve origem no Instituto do Emprego e Formação Profissional e nas autarquias, refere o Relatório e Contas, publicado no site da fundação.
O relatório aponta "outros rendimentos" como a segunda fonte mais importante de encaixe financeiro, tendo em 2016 representado 909 mil euros e em 2015 chegado aos 1,09 milhões de euros. As vendas e prestações de serviços também são uma fonte de receitas, tendo aumentado de 684 mil euros para 866 mil euros entre 2015 e 2016.
Em termos de custos, o maior peso é constituído pelos gastos com o pessoal, que, em 2016, representaram 2,2 milhões de euros, valor ligeiramente inferior ao de 2015, quando atingia os 2,4 milhões.
Segundo o documento, no final de 2016 trabalhavam para a entidade 131 pessoas, menos 10 pessoas que em 2015, e houve gastos de reestruturação do quadro de pessoal calculados em 187 mil euros.
O Relatório e Contas da Fundação O Século aponta ainda que o passivo da entidade chegava aos 6,1 milhões de euros em 2016, quando no ano anterior era de 4,3 milhões.
A IPSS registou também uma redução da liquidez, passando de 141% em 2015 para 79% em 2016. De acordo com o mesmo documento, o fundo de maneio da fundação sofreu uma forte quebra, passando de 435,3 mil euros em 2015 para 663,1 mil euros negativos em 2016.
A fundação criada para crianças que alargou apoios a idosos e famílias carenciadas
fundação foi criada em 1998 com o objetivo de continuar a obra social da antiga Colónia Balnear Infantil O Século, fundada em 1927 por João Pereira da Rosa, o então diretor do jornal O Século.
A colónia balnear, que funcionava em São Pedro do Estoril, proporcionava férias a milhares de crianças desfavorecidas, sendo financiada inicialmente com donativos ao jornal e depois pela Feira Popular de Lisboa, criada por João Pereira da Rosa em 1943 e encerrada pela autarquia em 2003.
Nessa altura, "a fundação decidiu apostar no empreendedorismo social para criar novas receitas e passou a disponibilizar alojamentos para turismo a preços acessíveis", criou um serviço de refeições para fora e um serviço de lavandaria e engomadoria.
A fundação alega, na informação disponibilizada no site, que estes novos negócios foram a forma de responder aos problemas financeiros causados pelo "incumprimento abrupto do contrato/protocolo com a Câmara Municipal de Lisboa sobre a Feira Popular de Lisboa".
Atualmente, a fundação apoia crianças, idosos e famílias carenciadas, num total de 800 pessoas.

terça-feira, janeiro 09, 2018

A estatistica é como o Biquini :- o que mostra é sugestivo :- o que esconde é vital

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 Nota: Se procura pelos santos gêmeos, veja Cosme e Damião.
Cosme Damião
Cosme Damião Benfica.jpg
Informações pessoais
Nome completoCosme Damião
Data de nasc.2 de novembro de 1885
Local de nasc.LisboaFlag of Portugal (1830).svg Reino de Portugal
Falecido em11 de junho de 1947 (61 anos)
Local da morteSintraPortugal Portugal
Informações profissionais
PosiçãoMédio
Treinador
Clubes profissionais
AnosClubesJogos (golos)
1907–1916Portugal Benfica62  (9)
Times/Equipas que treinou
1908–1926Portugal Benfica150
Cosme Damião (Lisboa2 de novembro de 1885 - Sintra11 de junho de 1947) foi fundador, jogador, técnico, dirigente, capitão geral e jornalista do Sport Lisboa e Benfica. Ex-aluno da Casa Pia, foi um dos 24 fundadores do Sport Lisboa e Benfica, em 1904, na reunião da Farmácia Franco. Mas a ata da reunião, manuscrita por Cosme, não incluía o seu nome. Como jogador, foi médio centro de bons recursos técnicos. Estreou-se no jogo frente ao Carcavelos, que o Benficavenceu por 4-1, no dia 17 de Janeiro de 1907. Quando completou 30 anos, optou por retirar-se, no particular com o Fortuna de Vigo (derrota por 2-0).
Como dirigente do Sport Lisboa e Benfica, dedicou-se de corpo e alma ao projeto clubístico e ficou intimamente ligado à continuação da coletividade nos momentos mais críticos. Em 1907, a quando da primeira crise, que levou oito jogadores benfiquistas a saírem para o Sporting, foi ele que assumiu a permanência do clube, relançando-o e construindo rapidamente um conjunto que, três anos depois, seria a primeira equipa portuguesa a vencer o Campeonato de Lisboa. Fomentou o ecletismo, foi guarda-redes de hóquei em campo, fixou as regras do hóquei em patins e arbitrou o primeiro desafio desta modalidade, em 1917. Foi o maior entusiasta da construção do Estádio das Amoreiras, inaugurado em 1925.
Cosme Damião foi o principal fundador do Sport Lisboa e Benfica. Embora tenha sido a principal figura do Benfica durante décadas, nunca chegou a ser Presidente, tendo recusado o cargo por diversas vezes, preferindo o lugar de treinador. Em função disso esteve 18 anos consecutivos no comando técnico do clube. Costuma-se dizer que Cosme Damião não foi Presidente do Benficaporque não quis, o que é bastante verdade pois em 1926 concorreu às eleições para a Direção, tendo encabeçado uma lista que veio a sair vencedora; recusou contudo o cargo de Presidente da Direção para o qual foi eleito alegando ser demasiado novo para assumir essa responsabilidade.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • Foi fundador, treinador e dirigente, recebendo a "Águia de Ouro"
  • Foi o técnico que esteve mais tempo à frente da equipa (18 épocas)

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