terça-feira, março 08, 2016

Cavaco deseja "os maiores sucessos" a Marcelo e reitera "gratidão

"Sinto (...) o dever de transmitir um agradecimento muito especial a todos os Portugueses. Aos que em mim votaram e aos que não me apoiaram. A todos, sem exceção, estou profundamente grato. De todos guardo boas recordações, por todos tenho um sentimento de profunda gratidão", afirma o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, que cessa na quarta-feira funções como Presidente da República, depois de dez anos em Belém.

Numa mensagem que foi esta manhã divulgada no 'site' da Presidência da República, Cavaco Silva deseja ainda ao seu sucessor no cargo, Marcelo Rebelo de Sousa, "os maiores sucessos".
Sublinhando que a mensagem que dirige aos portugueses um dia antes de deixar a Presidência da República é, sobretudo, "uma mensagem pessoal", Cavaco Silva reitera que "foi um privilégio" poder servi-los na chefia do Estado, tal como já antes tinha acontecido quando foi primeiro-ministro, entre 1985 e 1995.
"Procurei retribuir a Portugal o muito que o meu país me deu ao longo de uma vida", refere.
Na mensagem, o chefe de Estado volta ainda a considerar que servir o país na Presidência da República foi uma honra, concedida duas vezes, primeiro em 2006 e depois em 2011.
"Durante dez anos, procurei corresponder à confiança que em mim depositaram, agindo com sentido de responsabilidade e independência, trabalhando com rigor, seriedade e determinação na defesa do superior interesse nacional", frisa Cavaco Silva.
Lembrando os sete "roteiros" que realizou ao longo dos seus dois mandatos, o Presidente da República diz ter sido "um privilégio" contactar diretamente com milhares de portugueses e percorrer o país nas jornadas que levou a cabo para a inclusão social, a ciência, o património histórico-cultural, a juventude, as comunidades locais inovadoras, a floresta, as pescas e a economia dinâmica.
Marcelo Rebelo de Sousa toma posse como Presidente da República na quarta-feira de manhã, na Assembleia da República.

 David Mourão-Ferreira – Respira Não Fales  nas nádegas Entre as duas nádegas o pávido sulco tem aroma de áfricas e de uvas de outubro Dirias que fora um silvo de morte a penetrar toda a nocturna flora até hoje intacta que ainda aí tinhas 
 Respira Não fales 
Murmura Não grites Que travo de amoras 
Que túnel escuro Que paz no que sofres por mais uns minutos o pescoço vergas submissa e frágil 
tal o de uma égua que vai beber água mas encontra a lua E junto da cama a rosa viúva com lágrimas brancas já pede a meus dedos sacudido apoio para a viuvez em que a deixo hoje Muito mais a norte os queixumes calas E nem gemes Gozas enquanto te invade o suco da vara vertido no sulco 
 Vê como foi fácil 
Respira mais fundo

lÁ VAI MARUJO


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