terça-feira, março 21, 2017

Ex-diretora de lar condenada a nove anos de prisão por abuso sexual de menor

A estatistica é como o Biquini :- o que mostra é sugestivo :- o que esconde é vital


Antiga responsável de um lar juvenil de Reguengos de 
Monsaraz 
também foi considerada culpada de sequestro e peculato
O Tribunal de Évora condenou hoje a nove anos de prisão
 efetiva a ex-diretora de um lar juvenil de Reguengos de
 Monsaraz,
 no Alentejo, acusada de abuso sexual de menores, maus tratos,
 sequestro agravado e peculato.
Na leitura do acórdão, o tribunal deu como provados seis de 
um total de 24 crimes de
 que estava acusada, nomeadamente um crime de abuso sexual 
de menor em trato sucessivo, dois de maus tratos e três de
 peculato.
A antiga diretora do Lar Nossa Senhora de Fátima da Santa
 Casa 
da Misericórdia
 de Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora, foi 
ainda condenada,
 além de nove anos de prisão efetiva, a cinco anos de proibição
 de exercício de funções.
Além da antiga diretora técnica do lar de infância e juventude,
 o tribunal condenou igualmente uma funcionária a dois anos
 e meio de prisão suspensa por igual período, absolvendo os
 restantes sete arguidos.
A ex-diretora do lar, Vânia Pereira, de 36 anos, estava acusada 
de um total de 24 crimes, 11 dos quais de abuso sexual de menor
 dependente, quatro de maus tratos, três de maus tratos em 
coautoria, três de sequestro agravado em coautoria e três de peculato.
No banco dos réus, sentaram-se ainda quatro elementos da sua 
equipa, duas funcionárias, a Santa Casa da Misericórdia de
 Reguengos de Monsaraz e o respetivo provedor, todos absolvidos.
A antiga diretora técnica do lar foi detida a 14 de abril de 2015
 e presente a primeiro interrogatório judicial, ficando a aguardar
 julgamento em liberdade, com suspensão de funções e proibição
 de contactos com os menores da instituição.
A acusação resultou de um inquérito relativo a factos alegadamente
 praticados, 
entre
 2008 e 2014, no Lar Nossa Senhora de Fátima da Santa
 Casa da Misericórdia
 de Reguengos de Monsaraz, encerrado em maio de 2015 e que
 acolhia
 crianças e jovens em risco.
Pouco mais de um mês após a detenção da mulher, a 
Misericórdia de Reguengos de Monsaraz fechou a 
instituição para proceder a uma reestruturação e repensar 
o seu modelo de funcionamento, transferindo 24 crianças e
 jovens institucionalizados para outros lares semelhantes 
noutras localidades.

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