sexta-feira, abril 07, 2017

Defesa de José Sócrates requer extinção do inquérito da Operação Marquês

A estatistica é como o Biquini :- o que mostra é sugestivo :- o que esconde é vital


Advogados alegam que o processo "se mantém em violação manifesta
 da lei"
A defesa de José Sócrates requereu a extinção
"do inquérito
conhecido por operação marquês", alegando que
 o processo
"se mantém em violação manifesta da lei, muito
 para além de
 qualquer prazo razoável".
Em nota enviada às redações, João Araújo
 e Pedro Delile referem
 que "os prazos dos inquéritos criminais
 não podem estar sujeitos
às estratégias, à discricionariedade e à
arbitrariedade das polícias
ou dos senhores procuradores, que todos
estão vinculados à lei", e
 sublinham de entre "as ilegalidades e
nulidades que viciam" o
 processo as "sucessivas violações do
segredo de justiça permitidas
 ou promovidas pelos responsáveis do inquérito".
Na mesma nota, a defesa do ex-
primeiro-ministro escreve
que "é cada
vez mais claro, aos olhos de todos,
que este Ministério Público
 não consegue acusar, mas recusa-se a assumir
e a justificar
publicamente
 o arquivamento. Por isso insiste em permiti
r o insulto público
das pessoas que persegue e, em manter o processo
 na secretária".
Recorde-se que a defesa de José Sócrates já
 decidira impugnar
 o prolongamento
da investigação da Operação Marquês, considerando
 que a
Procuradora-Geral da
República
 tomou uma medida que é "ilegal e ilegítima".
Joana Marques
 Vidal decidiu,

em março,
 atender ao pedido da equipa de investigação da
"Operação Marquês"
, que pediu até
ao final de
 junho para avançar com uma acusação contra
 José Sócrates
e os outros 27 arguidos
 no processo.
A PGR admitiu mesmo estender a data, dizendo que
"até finais de abril"
 o diretor do
Departamento Central de Investigação e Ação Penal deverá
"prestar informações" sobre
 a evolução
 do processo e "indicar o prazo que se mostra ainda necessário,
se for esse o caso".
"A decisão da Senhora Procuradora-Geral que, espremida
 do longo 
arrazoado 
que a enroupa,
 se traduz essencialmente em deitar as culpas ao mordomo
 e, talvez
 para evitar 
novas violações dos 
prazos, determinar que o inquérito prossiga sem prazo
 nenhum, é
 ilegal e ilegítima 
e representa a 
consagração e a adoção, agora sem disfarce ou cautela, 
do que caracteriza 
este processo desde o
 seu início - a violência desenfreada sobre as pessoas; 
o desrespeito 
absoluto pelos direitos e
 garantias dos arguidos; o concerto e a articulação,
de pensamento 
e ação, no Ministério Público,
 para violar a Lei", referiu na altura a defesa 
de José Sócrates, 
também em comunicado enviado 
às redações.
Sócrates está indiciado por corrupção, fraude fiscal qualificada 
e branqueamento
 de capitais, 
num processo que investiga crimes económico-financeiros
 e que 
tem 28 arguidos, 19 pessoas
 e nove empresas.
Entre os arguidos estão Armando Vara, ex-administrador
 da CGD
e antigo ministro socialista,
 Carlos Santos Silva, empresário e amigo do ex-primeiro-ministro,
 Joaquim Barroca, empresário
 do grupo Lena, Ricardo Salgado, ex-presidente do BES, 
João Perna, antigo motorista de Sócrate
, Paulo Lalanda de Castro, do grupo Octapharma, Henrique 
Granadeiro e Zeinal Bava, antigos
 administradores da PT, o advogado Gonçalo Trindade Ferreira e os 
empresários Diogo Gaspar Ferreira e Rui Mão de Ferro 
e o empresário 
luso-angolano Hélder Bataglia.

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