domingo, abril 02, 2017

Marcelo condecora Aristides Sousa Mendes com Grã-Cruz da Ordem da Liberdade

A estatistica é como o Biquini :- o que mostra é sugestivo :- o que esconde é vital

Presidente homenageia antigo cônsul numa cerimónia que decorrerá na Casa do Passal, Cabanas de Viriato, que pertenceu a Aristides de Sousa Mendes
O Presidente da República vai condecorar na segunda-feira a título póstumo
 Aristides Sousa Mendes (1885-1954) com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade,
 no dia em que passam 63 anos da morte do cônsul português.
De acordo com a agenda do chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa
 homenageará o antigo cônsul português que durante a II Guerra Mundial
 (1939-1945) salvou do regime nazi milhares de judeus e outros refugiados,
 numa cerimónia que decorrerá na Casa do Passal, Cabanas de Viriato (Viseu),
 que pertenceu a Aristides de Sousa Mendes.
Durante a II Guerra Mundial, Aristides de Sousa Mendes emitiu em
 Bordéus, França, vistos sem autorização do Governo dirigido por
 António Oliveira Salazar.
A Ordem da Liberdade "destina-se a distinguir serviços relevantes
 prestados em defesa dos valores da Civilização, em prol da
dignificação da Pessoa Humana e à causa da Liberdade".
Aristides de Sousa Mendes já tinha sido condecorado, em 1986,
 com o grau de Oficial da Ordem da Liberdade e, em 1995, com a
 Grã-Cruz da Ordem de Cristo.
A Casa do Passal, classificada como Monumento Nacional 
em 2011, foi alvo de uma primeira fase de obras, que evitaram 
a sua ruína.
Este mês, o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes,
 presidiu a uma cerimónia de assinatura dos documentos que 
definem a cooperação entre a Fundação Aristides de Sousa Mendes,
 a Câmara de Carregal do Sal e a Direção Regional de Cultura 
do Centro, para a realização da segunda fase das obras na
 Casa do Passal.
A segunda e última fase de requalificação da parte interior e 
musealização da Casa do Passal representa um investimento de
 800 mil euros.

Um movimento de cidadãos está a preparar para domingo um cordão
 humano para "salvar da ruína" a Casa do Passal, em Cabanas de Viriato,
 que pertenceu ao antigo cônsul português Aristides de Sousa Mendes.
Em declarações à agência Lusa, António Gallobar, um dos impulsionadores
 do movimento de cidadãos que se uniu e formou nas redes sociais,
 explicou que esta iniciativa surge para "acordar consciências", 
recordando que "a
 Casa do Passal continua a desmoronar-se com o tempo".
"Trata-se de um grito dos cidadãos, que pretende dizer que isto não
 pode continuar a acontecer. A casa de Aristides de Sousa Mendes 
foi classificada como edifício de interesse público. No entanto, vai 
caindo aos pedaços"
, alegou.
Para António Gallobar, concretizar a recuperação da Casa do Passal 
é a melhor homenagem que pode ser prestada ao antigo cônsul português
 em Bordéus, durante a Segunda Guerra Mundial, e que resgatou 
30 mil pessoas do Holocausto.
"O objetivo é sensibilizar para o restauro do património edificado que
 se encontra perto da ruína total, transformando a casa num museu,
 aproveitando a data em que se comemora a passagem do 60.º aniversário
 sobre a morte de Aristides de Sousa Mendes", evidenciou.
Para além do cordão humano, para a tarde de domingo, entre as 
13:30 e às 17:00, está a ser preparado um conjunto de discursos
 alusivos à vida e obra do antigo diplomata e ainda uma homenagem
 com colocação de coroas de flores junto ao seu túmulo, no cemitério
 de Cabanas de Viriato, no concelho de Carregal do Sal, distrito de Viseu.
"Estimamos que estejam presentes cerca de duas mil pessoas, 
vindas de vários pontos do país e até do estrangeiro. Contamos ter 
no evento familiares descendentes diretos do cônsul, bem como 
algumas figuras públicas e órgãos administrativos e de Estado", informou.
António Moncada, neto de Aristides de Sousa Mendes, confirmou que vai
 marcar presença na iniciativa da sociedade civil, que considera ser 
"uma prova espontânea de vários cidadãos que têm memória".
O familiar do antigo cônsul de Bordéus realçou que é urgente avançar 
com as obras na Casa do Passal, lamentando que "a dívida que o
 Estado tem" com o seu avô esteja a arrastar-se por tanto tempo.
"Mais do que fazer da Casa do Passal um museu, gostaríamos que
 fosse muito mais do que um lugar para ver fotografias. A ideia é ser
 também um espaço onde se debatam os direitos humanos", concluiu.
Em setembro de 2013, foi anunciado que a Casa do Passal iria ser alvo, 
em breve, de obras de recuperação orçadas em 360 mil euros, para evitar
 a sua ruína.

Este foi um dos projetos de recuperação de património apresentados 
pela Direção Regional de Cultura ao Programa Mais Centro, da Comissão
 de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Centro, no âmbito
 do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN).

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