segunda-feira, abril 03, 2017

Ricardo Salgado diz que venda à Lone Star "foi uma desgraça"

A estatistica é como o Biquini :- o que mostra é sugestivo :- o que esconde é vital

O ex-presidente do BES Ricardo Salgado

 afirmou hoje que a venda do Novo Banco ao fundo norte-americano

 Lone Star "foi uma desgraça" e que a instituição "foi entregue

 gratuitamente".
As declarações de Ricardo Salgado, transmitidas pela TVI24, 

foram proferidas à
 entrada do Tribunal de Santarém, onde prossegue o julgamento 
do pedido de impugnação da
 contraordenação de quatro milhões de euros aplicada pelo 
Banco de Portugal (BdP) ao ex-presidente do BES, bem como 
o recurso interposto por Amílcar Pires, condenado ao pagamento 
de 600.000 euros e inibição do exercício de cargos financeiros
 durante três anos.
"Foi uma desgraça, o banco foi entregue gratuitamente e Bruxelas

 não tem a mais pequena sensibilidade para as necessidades bancárias
 em Portugal", afirmou Ricardo Salgado sobre a venda do 

Novo Banco
 (entidade de transição resultante da intervenção das autoridades 
no BES) à Lone Star.
A norte-americana Lone Star vai realizar injeções de capital no Novo

 Banco no montante total de 1.000 milhões de euros, dos quais 

750 milhões de euros logo no fecho a operação e 250 milhões 

de euros até 2020, foi anunciado na sexta-feira passada.
A Lone Star "é uma instituição que eu desconheço, mas que não 
tem certamente cultura para o desenvolvimento e manutenção das
 operações às Pequenas e Médias Empresas portuguesas", considerou,

 adiantando que aquele "é um mercado muito particular".
Ricardo Salgado criticou ainda a intervenção da entidade


 de supervisão bancária
 e o executivo liderado por Pedro Passos Coelho no processo


 que levou ao fim do BES"Aquilo que eu estou a trabalhar

 para comprovar [é que o BES] foi destruído pelo Banco de

 Portugal e pelo Governo anterior, não quero com isto dizer
 que não foram cometidos erros de julgamento durante o período 
da gestão, atravessámos uma crise terrível", acrescentou.
Sobre a "fuga monumental de depósitos que não conseguiram ser

 identificados" porque "a maioria dos depósitos vinham do Banco
 Espírito Santo" e "foram transferidos para 'offshore'", Ricardo
 Salgado afirmou: "Posso garantir que essa boa parte dos depósitos
 que saíram foram de clientes do banco e de clientes bancos
 internacionais que trabalhavam connosco e empresas internacionais".
Disso tenho eu a certeza, é que se fosse com Manuel Espirito Santo o caso
 mudava de figura... MES era teso

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