quarta-feira, março 29, 2017

"Casa de massagens" em Lisboa era a base de uma rede de imigração ilegal

A estatistica é como o Biquini :- o que mostra é sugestivo :- o que esconde é vital


Simone, uma das vítimas, veio para Portugal convencida que ia trabalhar
 num cabeleireiro e viu-se na prostituição. O SEF investigou a rede e
 reuniu prova contra cinco arguidos
O Ministério Público acabou de acusar um casal que possuía um
 bordel travestido de casa de massagens em Lisboa; um contabilista
 que os ajudava a fazer contratos de trabalho ficítios para imigrantes
 brasileiros e paquistaneses (homens e mulheres) que pagavam para
ficar legais em Portugal; um brasileiro envolvido nos dois "negócios"
 (prostituição e contratos fictícios) e, finalmente, a empresa que
servia de fachada para contratar os imigrantes - "Espaço Bem,
Terapia do Corpo".
A acusação resultou de uma longa investigação criminal do Serviço
 de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) à rede alegadamente montada
pelos cinco arguidos agora acusados dos crimes de tráfico de pessoas,
 auxílio à imigração ilegal, lenocínio e falsificação de documentos.
Simone foi a primeira vítima no negócio da prostituição e do tráfico
 de pessoas. A brasileira foi parar à "casa de massagens" Wakamaya,
na Avenida Almirante Reis, em Lisboa, convencida de que iria
 trabalhar para um cabeleireiro. Mas o espaço era apenas um bordel
encapotadoe assim funcionou durante três anos (de 2010 a 2013).
Segundo a acusação, a que o DN teve acesso, Simone recebeu uma
carta convite no Brasil e viu a sua viagem para Portugal paga por
 Egenildo (um dos arguidos). Chegou a Lisboa com o filho de
dois anos e foi transportada por Egenildo para o centro de massagens
 Wakamaya. No centro, foi apresentada à dona do espaço,
Naphtalia (arguida) que a convidou a tomar um duche. Quando a
 jovem tomava duche, Egenildo entregou-lhe uma peça de lingerie
 e ordenou-lhe que a vestisse pois já tinha um cliente à espera. Simone
 perguntou o que tinha de fazer e terá ouvido esta resposta: "Faz o
 que costumas fazer com o teu marido e não te esqueças que me
 deves 850 euros da viagem e carta convite".
Naphtalia e Egenildo levaram o filho menor de Simone para
 outra divisão enquanto a mulher mantinha relações sexuais com
 um cliente. A partir daí, a brasileira nunca mais viu a cor do
dinheiro porque alegavam sempre que aquele servia para cobrir
 a dívida da viagem, da ama do filho menor, contas de táxi e
contribuições para a Segurança Social. Simone ainda manteve
várias vezes relações sexuais com o contabilista Henrique Santos
 (outro arguido), de 65 anos, gratuitamente, como forma de
 pagar o processo de legalização.
Na casa de massagens trabalharam, como prostitutas, mulheres
 brasileiras e de outras nacionalidades, ilegais em Portugal, algumas
 trazidas através de cartas convite ou aliciadas por anúncios na
 internet ou no jornal "Correio da Manhã". Segundo a acusação,
todas (e foram identificadas sete), terão feito serviços sexuais gratuitos
ao contabilista.
O negócio da legalização de imigrantes era concretizado usando a
empresa "Espaço Bem, Terapia do Corpo", que foi a entidade
empregadora ficítica para, pelo menos, 13 estrangeiros, entre
brasileiros e paquistaneses, homens e mulheres. Os imigrantes

terão terão pago quantias entre os 400 e os 500 euros à rede a troco
da regularização em Portugal.
Os cinco arguidos aguardam julgamento com termo de identidade
 e residência.

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