quarta-feira, dezembro 16, 2015





Quem cala consente


A minha opinião em relação a Sócrates não mudou um milímetro.

  Nunca fui fã do ex- pm, mas continuo sem saber se ele é culpado ou inocente. 

Como digo desde o princípio, há qualquer coisa na forma como este processo se tem desenrolado ( e não me refiro apenas às constantes fugas de informação que ninguém investiga, pura e simplesmente porque não quer) que cheira a esturro e já merecia uma resposta do MP há muito tempo.

As entrevistas das duas últimas noites à TVI adensaram a minha desconfiança quanto à transparência deste processo.Além de ser inadmissível que a Justiça continue a obstruir o acesso da defesa ao processo, as acusações feitas por Sócrates ao Ministério Público são gravíssimas.

 A serem falsas, já deveriam ter sido desmentidas mas, até pela posição assumida pelo inspector tributário Paulo Silva em relação à  responsabilidade das fugas de informação para a comunicação social,fica a sensação de que há alguém com o rabo trilhado e por isso ninguém investiga a fonte das fugas de informação.


As acusações,repito, foram gravíssimas e Sócrates desmontou de forma demolidora algumas "provas" que têm vindo a público ( nomeadamente o favorecimento ao grupo Lena). Se não houver um desmentido formal do MP  começo a ter fortes razões para acreditar que Sócrates está a ser vítima de um processo tenebroso. 

É que quem cala consente e a Justiça não pode ficar sob suspeita de agir por vingança ou, quiçá, para satisfazer certas clientelas ou poderes.


 E muito menos pode dar-se ao livre arbítrio de acusar uma pessoa em praça pública, prendê-la e só formular a acusação quando lhe apetecer. 

estado democrático, mas sim numa república de justiceiros, onde os agentes da justiça agem com a maior impunidade, acobertados pela máxima embusteira do " à justiça o que é da justiça".

 
Pronto, está bem, eu sei que um sindicalista  veio a público prestar declarações à LUSA, mas teria sido melhor estar calado porque não tendo Ventinhas nada a ver com o processo apenas enterra mais o MP e avoluma suspeitas sobre a iniquidade e propósitos deste  processo que tem servido, essencialmente, para cobrir de ridículo a nossa Justiça

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