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São buscas relacionadas com os estaleiros navais em vários pontos do país. PJ também esteve no ministério da Defesa
São buscas relacionadas com os estaleiros navais em vários pontos do país. PJ também esteve no ministério da Defesa
A venda do ferryboat Atlântida e a subconcessão dos estaleiros navais de Viana do Castelo à empresa Martifer estão na origem das buscas que a PJ está a fazer esta sexta-feira, disse fonte oficial ao DN.
As buscas envolvem o Ministério da Defesa, onde os inspetores chegaram cerca das 09:00 da manhã, e outras instalações em várias zonas do país e no âmbito da operação Atlantis. Estão em causa suspeitas da prática dos crimes de corrupção e administração danosa, entre outros.
Em comunicado, a PJ anunciou estar a realizar oito buscas em diversas localidades, nomeadamente Lisboa e Aveiro, no âmbito de uma investigação relacionada com a empresa Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), em extinção.
A PJ adiantou que a operação está a ser conduzida pela sua Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC), "no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público (DCIAP) em que se investiga a eventual prática dos crimes de administração danosa, corrupção e participação económica em negócio no âmbito da gestão de estaleiros navais".
A operação envolve 30 inspetores, cinco magistrados do Ministério Público e quatro magistrados judiciais
As diligências ocorreram em Viana do Castelo, Porto, Lisboa, Aveiro e Torres Vedras, segundo a PGR.
A investigação, explica a PGR, está relacionada com "suspeitas da prática dos crimes de administração danosa, corrupção e participação económica em negócio".
O comunicado surge pouco depois de a Polícia Judiciária ter anunciado a realização das buscas e ter adiantado que a operação, com o nome de código Atlantis, está a ser conduzida pela sua Unidade Nacional de Combate à Corrupção, no âmbito de um inquérito dirigido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).
O caso Atlântida
O ferryboat foi adjudicado por 8,7 milhões de euros à empresa Douro Azul em julho de 2014 pela administração dos ENVC face ao incumprimento de um armador grego que tinha vencido o concurso público internacional lançado em março desse ano pela empresa pública para a venda do navio que o Governo dos Açores encomendou aos ENVC e depois rejeitou.
A Mystic Cruises, do grupo Douro Azul (cruzeiros turísticos), apresentou a segunda melhor proposta.
A Thesarco Shipping não pagou os quase 13 milhões de euros que tinha proposto para a compra do Atlântida depois de terminado o segundo prazo atribuído ao armador grego para pagar o navio.
O programa do procedimento lançado em março passado pela administração dos ENVC para a venda do navio, que o armador grego venceu, previa a possibilidade de adjudicação ao segundo classificado.
Contactada pela Lusa fonte da Douro Azul confirmou a presença de inspetores da PJ nas instalações da empresa no Porto mas escusou-se a comentar a investigação em curso.
A fonte adiantou que a compra do navio, entretanto vendido a uma empresa de cruzeiros da Noruega, foi feita através de concurso público internacional, pelo valor da segunda proposta mais alta apresentada pela Douro Azul.
Além do armador grego e do grupo português, concorreu ainda ao concurso público o consórcio MD Roelofs Beheer BV e Chevalier Floatels BV (empresas holandesas representadas por um grupo espanhol) que apresentou a proposta mais baixa de todas, cerca de quatro milhões de euros.
O navio foi construído nos ENVC, por encomenda do Governo dos Açores, que depois o rejeitaria em 2009 devido a um nó de diferença na velocidade máxima contratada.
Concluído desde maio desse ano, o Atlântida está avaliado em 29 milhões de euros no relatório e contas dos ENVC de 2012, quando deveria ter rendido quase 50 milhões de euros.
Os ENVC estão atualmente em processo de extinção, tendo os terrenos e infraestruturas sido subconcessionadas ao grupo privado Martifer, que criou para o efeito a WestSea.
Em comunicado, a PJ anunciou estar a realizar oito buscas em diversas localidades, nomeadamente Lisboa e Aveiro, no âmbito de uma investigação relacionada com a empresa Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), em extinção.
A PJ adiantou que a operação está a ser conduzida pela sua Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC), "no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público (DCIAP) em que se investiga a eventual prática dos crimes de administração danosa, corrupção e participação económica em negócio no âmbito da gestão de estaleiros navais".
A operação envolve 30 inspetores, cinco magistrados do Ministério Público e quatro magistrados judiciais
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