quarta-feira, setembro 14, 2016

A estatistica é como o Biquini :- o que mostra é sugestivo :- o que esconde é vital

Em entrevista na France 2, atual presidente da Comissão garante que Barroso cumpriu procedimentos, mas que não teria feito o mesmo
Foi a última pergunta de uma entrevista de cerca de sete minutos, em que o atual presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, respondeu a várias questões sobre o Brexit, a Turquia e até as eleições americanas.
Convidado no programa Téle Matin, da estação France 2, Juncker resistiu a responder ao jornalista, que lhe perguntava se estava "chocado" com a decisão de Durão Barroso de aceitar o cargo de presidente não-executivo do Goldman Sachs International. O presidente da Comissão Europeia começou por dizer que Barroso cumpriu todos os procedimentos necessários, mas perante a insistência do repórter, admitiu de forma concisa: "não o teria feito".
(Veja no vídeo a resposta a partir dos 7:15)
Durão Barroso tem sido alvo de críticas a nível nacional e internacional; os franceses têm sido particularmente críticos, nomeadamente o secretário de Estado dos Assuntos Europeus francês, Harlem Desir, que disse que a "escandalosa" escolha de Barroso levanta questões sobre os conflitos de interesses na União Europeia. O próprio presidente francês, François Hollande, considerou "moralmente inaceitável" o emprego do antigo presidente da Comissão no banco internacional: "Não fui eu que escolhi Barroso para presidente da Comissão da União Europeia. Ele esteve dez anos à cabeça da Comissão. A Goldman Sachs esteve no centro da crise dos subprimes e ajudou o Governo grego a maquilhar as contas da Grécia. Moralmente é inaceitável", disse Hollande.
Na mesma entrevista, Juncker admitiu que serão necessários "vários meses" até que se iniciem as negociações para a saída do Reino Unido da União Europeia, ainda que ele preferisse que fossem imediatas, e confirmou que os britânicos irão perder acesso sem restrições ao mercado único da UE se não aceitarem a liberdade de movimentos dos trabalhadores.
Já sobre a Turquia, o presidente da Comissão Europeia disse que o país não estará em condições de se tornar membro da UE em breve, sobretudo se reintroduzir a pena de morte na sequência do golpe de estado.

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